Beija-Flor e Viradouro brilham na 2ª noite do Grupo Especial no Rio - Super Rádio Tupi
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Carnaval

Beija-Flor e Viradouro brilham na 2ª noite do Grupo Especial no Rio

Mocidade e Tijuca também surpreendem em desfile na Sapucaí; Grupo Especial reuniu homenagens à personalidade da música, ao samba e à literatura brasileira

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Unidos do Viradouro – Foto: Marco Terranova | Riotur

A segunda noite de desfiles na Marquês de Sapucaí foi marcada por apresentações de forte impacto visual e simbólico. Beija-Flor de Nilópolis e Unidos do Viradouro conquistaram os maiores aplausos do público. Também passaram pela avenida a Mocidade Independente de Padre Miguel e a Unidos da Tijuca. Todas as agremiações encerraram suas apresentações dentro do limite regulamentar de 80 minutos.

Na abertura do Grupo Especial, na noite anterior, os destaques ficaram por conta da Imperatriz Leopoldinense e da Estação Primeira de Mangueira. Acadêmicos de Niterói e Portela também desfilaram. O encerramento do grupo, na terça (17), terá Paraíso do Tuiuti, Unidos de Vila Isabel, Acadêmicos do Grande Rio e Acadêmicos do Salgueiro.

Mocidade transforma Rita Lee em símbolo de liberdade

Responsável por abrir a noite, a Mocidade apostou em um desfile vibrante para reverenciar Rita Lee. O enredo destacou a artista como ícone de irreverência e autonomia, com alegorias que exploraram sua estética psicodélica e seu posicionamento comportamental.

O abre-alas trouxe uma grande imagem da cantora cercada por cores intensas. As fantasias evitaram o uso de penas naturais, em sintonia com a militância da artista pela causa animal. Um dos carros fez referência ao carinho de Rita pelos bichos e incluiu menção ao cão Orelha.

O encerramento recriou o universo de “Lança Perfume”, sucesso que atravessou gerações no carnaval. O desfile contou ainda com a presença do músico Roberto de Carvalho.

Beija-Flor leva o Bembé para a avenida

Atual detentora do título, a Beija-Flor apresentou o enredo “Bembé”, inspirado na celebração realizada há mais de um século em Santo Amaro da Purificação, na Bahia. A proposta foi transportar para a Sapucaí a força simbólica do Bembé do Mercado.

A comissão de frente encenou uma travessia conduzida por pescadores, com um barco que se erguia e revelava a Mãe da Água. O conjunto alegórico reuniu elementos ligados à purificação e às tradições do candomblé, com referências visuais a Oxum e Iemanjá. O desfile se desenvolveu como um grande cortejo religioso, valorizando a herança afro-brasileira.

Viradouro reverencia trajetória de Mestre Ciça

Terceira escola da noite, a Viradouro dedicou seu enredo a Mestre Ciça, nome histórico das baterias do carnaval carioca. A apresentação destacou instrumentos e símbolos tradicionais dos ritmistas, além de encenar momentos da juventude do homenageado.

Um dos pontos altos foi a volta da atriz Juliana Paes ao posto de rainha de bateria, quase duas décadas após sua última participação. A escola também relembrou o desfile de 2007, quando a bateria ocupou um carro alegórico — imagem que se tornou emblemática e foi recriada na avenida.

Unidos da Tijuca resgata a memória de Carolina Maria de Jesus

Encerrando a programação, a Unidos da Tijuca levou para a Sapucaí a história da escritora Carolina Maria de Jesus. O enredo percorreu diferentes fases de sua vida, ressaltando sua relevância literária e social.

A comissão de frente fez referência ao livro Quarto de Despejo, com uma encenação em que o carrinho de coleta de papel se transformava no espaço onde a autora escrevia. Ao longo do desfile, a escola destacou a importância de preservar a memória da escritora e de enfrentar o apagamento de sua trajetória na história cultural brasileira.