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Danilo Mesquita sobre possível avanço da IA nas novelas: ‘Precisa do homem’
O ator marcou presença no Camarote Salvador na última terça-feira (17)
Danilo Mesquita, na última terça-feira (17), marcou presença no Camarote Salvador, e contou as suas impressões sobre o avanço da inteligência artificial, principalmente no setor da teledramaturgia.
“Eu acho que a inteligência artificial tá aí, ela vai mudar muita coisa, não é um passo que vai andar pra trás, é pra frente, como eu disse, as coisas se evoluem, mas a própria inteligência artificial precisa do homem, né, pra alimentar ela mesma. Então, a gente nunca vai deixar de ser fundamental”, começou em entrevista ao Observatório dos Famosos.
“No trabalho artístico, eu acho mais ainda, porque é claro que você pode ver uma novela toda feita no IA, mas será que emociona tal qual um ser humano falando de dores tão profundas? E você vê um ser humano falando daquilo, representando aquilo de uma forma tão forte? É, talvez, surjam músicas na inteligência artificial, mas o compositor lá no quarto dele, vivendo aquele momento com aquela alegria, ou aquela dor, aquela angústia, aquele amor, isso é tão mais forte, eu acho isso irresistível. Acho que já tiveram discussões também. Será que vai acabar o teatro porque tá vindo câmera, por que tá vindo cinema? Será que vai acabar porque tá vindo streaming? Não, não acabou, tá tudo aí, acrescentou.
Por fim, o ator concluiu que o avanço da IA será inevitável, mas ainda acredito na essência do trabalho humano. “Então, acho que vai ser usado, acho que vai mudar muita coisa, é inegável. Acho que cada vez vai tá mais presente no nosso trabalho também, mas a-a essência do nosso trabalho, ela precisa de ser humano, porque é de ser humano pra ser humano. E por mais que a gente use a inteligência artificial e a gente pode usar, e que a gente use com inteligência, ainda assim o ser humano precisa de verdade, né? Precisa de carne, de osso, de respiração, de erro, de erros e acertos. A gente é feito disso. Então, eu acho que nosso trabalho artístico, é, uma hora as pessoas podem até consumir, mas uma hora eles vão implorar pela verdade. A gente precisa disso.”