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Quem foi Virginia Giuffre, que acusou o ex-príncipe Andrew e foi encontrada morta na Austrália

Recrutada aos 17 anos no resort de Trump, ela acusou Epstein e o príncipe Andrew

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Foto: Reprodução/Governo dos Estados Unidos

Virginia Giuffre, mulher que acusou o ex-príncipe Andrew de abuso sexual e que se tornou uma das principais vozes relacionadas ao caso Jeffrey Epstein, foi encontrada morta em abril de 2025, em sua casa em Neergabby, na Austrália, aos 41 anos. Apesar de a família levantar dúvidas sobre a hipótese de suicídio, a investigação policial concluiu que, segundo as autoridades, ela teria tirado a própria vida.

Nascida na Califórnia, Giuffre afirmou ter tido uma infância marcada por abusos. Seu pai trabalhava no Mar-a-Lago, resort de Donald Trump na Flórida, onde ela teria conseguido um emprego no spa do empreendimento. Em 1999, aos 17 anos, ela disse ter sido recrutada por Ghislaine Maxwell, então associada ao financista Jeffrey Epstein, para supostamente atuar como massagista.

Foto: Reprodução/Governo dos Estados Unidos

O que Virginia Giuffre denunciou

De acordo com seus relatos, ela teria sido explorada sexualmente por cerca de dois anos e meio e “passada de um lado para o outro como uma bandeja de frutas” por Epstein e outros homens influentes. Em uma viagem ao Reino Unido, segundo Giuffre, Maxwell teria dito que ela “precisava fazer com Andrew o que havia feito com Epstein”.

Em 2021, Giuffre entrou com uma ação judicial contra Andrew Mountbatten-Windsor, acusando-o de abuso sexual. A denúncia alegava que ela teria sido forçada a manter relações sexuais com o então príncipe em três ocasiões, em 2001, quando tinha 17 anos. O ex-príncipe sempre negou as acusações. Em 2022, sem admitir culpa, ele firmou um acordo extrajudicial para encerrar o processo. Os termos incluíram um pagamento à denunciante, cujo valor não foi divulgado publicamente, além de uma doação a uma instituição de caridade.

Além da ação judicial, Virginia Giuffre fundou, em 2015, a organização sem fins lucrativos “Victims Refuse Silence”, voltada ao apoio a vítimas de abuso sexual no Reino Unido. Ela permaneceu como uma das principais figuras públicas associadas às denúncias envolvendo Epstein até sua morte.