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O que a psicologia diz sobre quem evita demonstrar fragilidade

A dificuldade de se mostrar vulnerável pode ter origem no passado

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O que a psicologia diz sobre quem evita demonstrar fragilidade
Esconder emoções pode estar ligado ao medo de julgamento social

Em muitas situações do dia a dia, algumas pessoas preferem esconder qualquer sinal de fraqueza, mantêm sempre uma postura firme e tentam controlar as emoções em público. Esse comportamento chama a atenção de familiares, colegas de trabalho e amigos, que se perguntam o que está por trás dessa dificuldade em mostrar vulnerabilidade, algo que a psicologia vem investigando de forma sistemática.

O que a psicologia diz sobre quem evita demonstrar fragilidade emocional?

A psicologia entende que quem evita demonstrar fragilidade costuma usar um mecanismo chamado regulação emocional defensiva. Nessa forma de funcionamento, a pessoa tenta controlar não apenas o que sente, mas principalmente o que os outros percebem sobre seus sentimentos, o que se expressa em frases como “chorar é perda de tempo” ou “problema se resolve calado”.

Esse padrão pode ser observado tanto em homens quanto em mulheres, embora pesquisas mostrem que normas culturais ainda incentivem mais os homens a esconder sinais de emoção. Estudos em psicologia social, clínica e da personalidade indicam que esse comportamento tende a estar associado a mensagens recebidas na infância, modelos de cuidado, experiências de humilhação ou crítica e contextos profissionais altamente competitivos.

O que a psicologia diz sobre quem evita demonstrar fragilidade
Evitar demonstrar fragilidade pode ter raízes emocionais

Quais são os principais motivos psicológicos para esconder vulnerabilidade?

Entre as explicações mais citadas pela psicologia, destacam-se fatores que ajudam a entender por que alguém prefere não demonstrar fragilidade. Esses fatores costumam aparecer combinados, variam de intensidade e, muitas vezes, funcionam de forma automática, sem que a pessoa perceba claramente sua origem.

  • Medo de rejeição ou crítica: quem teme ser julgado evita expor emoções, acreditando que qualquer sinal de fraqueza será usado contra si.
  • Histórico de invalidação emocional: pessoas que cresceram ouvindo que estavam “fazendo drama” aprendem a silenciar sentimentos para não serem ridicularizadas.
  • Perfeccionismo e autocobrança: quando o valor pessoal é vinculado a desempenho impecável, admitir dificuldade é visto como falha intolerável.
  • Crenças culturais e de gênero: normas sociais que associam força à ausência de emoção fazem muitos considerarem a vulnerabilidade como sinal de inferioridade.
  • Experiências de trauma ou humilhação: episódios em que a pessoa foi exposta em momentos de fragilidade podem gerar um bloqueio duradouro na expressão emocional.

Quais são os impactos de evitar demonstrar fragilidade nas emoções e nos relacionamentos?

Do ponto de vista psicológico, a dificuldade em mostrar fragilidade pode ter efeitos relevantes na saúde mental e nas relações interpessoais. Pesquisas em psicologia da saúde indicam que a supressão constante de emoções está associada a níveis mais altos de tensão física, dificuldades de sono, maior risco de sintomas ansiosos e sensação persistente de estar “no limite”.

Em diversos atendimentos clínicos, psicólogos relatam que quem evita demonstrar vulnerabilidade costuma procurar ajuda apenas quando a situação já está muito desgastante. Isso ocorre porque admitir sofrimento, inclusive para um profissional, pode ser percebido como um passo arriscado, ameaçando a imagem de autossuficiência construída ao longo dos anos.

Evitar demonstrar fragilidade pode ser um mecanismo de defesa emocional. A psicologia explica que, muitas vezes, essa postura está ligada ao medo de julgamento ou à necessidade de parecer sempre forte.

Neste vídeo do canal Mundo Cultural, com mais de 1 milhão de inscritos e cerca de 357 mil de visualizações, esse comportamento é analisado de forma profunda:

Como a psicoterapia lida com a resistência em mostrar vulnerabilidade?

Na psicoterapia, o comportamento de evitar fragilidade não é encarado como defeito de caráter, mas como uma estratégia que fez sentido em algum momento da história da pessoa. Profissionais investigam em que contexto esse padrão surgiu, quais experiências o fortaleceram e que benefícios ele ainda oferece, mesmo trazendo prejuízos emocionais e relacionais.

Em abordagens contemporâneas, como terapias baseadas em aceitação e em emoções, a vulnerabilidade é vista como elemento central para vínculos mais autênticos. O objetivo não é tornar alguém extremamente emotivo, mas ampliar a liberdade de reconhecer e compartilhar o que sente de forma gradual, segura e compatível com seus limites pessoais.

Qual é o papel da cultura e das relações na forma de lidar com a fragilidade emocional?

A psicologia destaca que ninguém aprende a esconder fragilidades de forma isolada, pois esse processo é fortemente influenciado pelo contexto social. Família, escola, trabalho, religião e meios de comunicação transmitem, direta ou indiretamente, o que é aceitável sentir e mostrar, reforçando ou atenuando a ideia de que fragilidade deve ser ocultada.

Em ambientes onde expressar tristeza, medo ou insegurança é tratado com deboche ou desconfiança, torna-se mais provável que as pessoas adotem uma postura emocionalmente blindada. Já contextos em que erros são acolhidos como parte do aprendizado e em que pedir ajuda não é visto como fraqueza tendem a diminuir a necessidade de mascarar vulnerabilidades, favorecendo relações mais honestas e um cuidado emocional menos solitário.