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A lancheira antiga que acompanhava o recreio de antigamente

O estojo de metal e a lancheira eram quase um ritual diário

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A lancheira antiga que acompanhava o recreio de antigamente
Estojos de metal eram valorizados pela durabilidade e pelos personagens estampados

Entre cadernos rabiscados e filas para o recreio, alguns objetos escolares ficaram gravados na memória de quem frequentou a escola nas últimas décadas. Entre eles, a lancheira e o estojo de metal ocupam lugar de destaque, indo além da função prática e ajudando a definir gostos, amizades e pequenos rituais diários. Com o tempo, esses itens se transformaram em lembranças fortes da infância, marcando gerações e influenciando até o consumo atual de produtos retrô.

Por que o estojo de metal marcou a infância escolar?

O estojo de metal foi um dos itens mais marcantes da mochila escolar entre os anos 1980 e 2000. Feito geralmente de lata estampada, destacava-se pela durabilidade, pelas ilustrações chamativas e pela sensação de “objeto especial” que acompanhava o estudante todos os dias.

Personagens de desenhos animados, bandas, filmes e revistas infantis dominavam as capas, transformando o estojo em uma vitrine de referências culturais. Muitos eram passados de um ano para outro, acumulando marcas de uso, arranhões e adesivos, além de guardarem cartinhas, figurinhas e bilhetes secretos.

A lancheira antiga que acompanhava o recreio de antigamente
Se sua lancheira tinha desenho na frente e cheiro de infância, você entende

Como o estojo de metal evoluiu ao longo do tempo?

Com o tempo, o mercado passou a substituir o metal por materiais como plástico e tecido, mais leves, baratos e silenciosos. Essa mudança acompanhou também novas preocupações com segurança, ergonomia e até ruídos em sala de aula, que antes denunciavam quedas e aberturas bruscas de estojos metálicos.

Mesmo assim, o estojo de lata permaneceu no imaginário coletivo como um marco de certa fase escolar. Hoje, colecionadores, fãs de cultura retrô e até adultos no ambiente de trabalho buscam esses modelos, seja para decorar escritórios, seja para reviver um pouco da rotina de sala de aula de décadas passadas.

Por que a lancheira escolar é um pedaço de memória afetiva?

A lancheira escolar ocupa um lugar importante na lembrança de quem viveu a infância nos anos 1980, 1990 e início dos anos 2000. Ela não era apenas o recipiente para armazenar o lanche, mas um item de destaque no recreio, associado ao status entre colegas e aos cuidados da família.

Na prática, a lancheira protegia o lanche de calor, poeira e amassados dentro da mochila, mantendo sanduíches, frutas, sucos e bolinhos em melhores condições. O preparo do lanche em casa, muitas vezes feito à noite ou pela manhã, reforçava a ligação afetiva entre responsáveis e crianças, aproximando casa e escola.

Como a nostalgia de infância influencia a lembrança desses objetos?

A chamada nostalgia de infância exerce um papel central na forma como estojo de metal e lancheira escolar são lembrados hoje. Para muitos adultos, esses objetos funcionam como um portal afetivo, capaz de trazer à tona cheiros de sala de aula, vozes de professores e cenas de recreio em um tempo com menos tecnologia.

Psicólogos e pesquisadores de memória apontam que objetos concretos ajudam a organizar lembranças, associando fases da vida a itens específicos. No caso dos objetos da escola que marcaram época, há combinação de uso diário, repetição e presença em momentos importantes, como provas, primeiros amigos e festas escolares.

O estojo de metal batendo na carteira e a lancheira colorida na hora do recreio eram detalhes que marcaram época na escola. Pequenos objetos que faziam parte da rotina e ficaram na memória.

Neste vídeo do canal Nerd Show, com mais de 2.4 milhão de inscritos e cerca de 173 mil de visualizações, esses itens clássicos reaparecem e reforçam lembranças de outros tempos:

Quais outros objetos escolares despertam essa mesma lembrança?

Além do estojo de metal e da lancheira escolar, muitos outros itens aparecem quando o tema é memória da escola. Eles formavam um verdadeiro “kit escolar”, que acompanhava o estudante durante todo o ano letivo e também servia como forma de expressão de identidade e pertencimento ao grupo.

Entre os objetos que mais despertam lembranças de infância, muitos adultos citam alguns itens específicos que se tornaram símbolos de época e ainda hoje são relançados em versões retrô:

  • Cadernos ilustrados: reuniam recados, colagens, anotações e até desenhos que iam além do conteúdo das aulas.
  • Mochilas temáticas: funcionavam como extensão da personalidade, com estilos que variavam de acordo com as modas e personagens do momento.
  • Canetas e marcadores coloridos: traziam cor às anotações, ajudavam na organização das matérias e eram usados para enfeitar agendas.
  • Adesivos e figurinhas: serviam para personalizar estojos, lancheiras, capas de cadernos e até armários escolares.

Como a indústria atual resgata a memória escolar?

Essa relação afetiva com materiais escolares é amplamente explorada pela indústria. Marcas relançam versões inspiradas em modelos antigos, muitas vezes com pequenas adaptações, como materiais mais sustentáveis, formatos ergonômicos e compartimentos para dispositivos eletrônicos.

Alguns adultos adquirem esses produtos para uso próprio no trabalho, enquanto outros os oferecem às crianças, criando uma ponte entre gerações. Assim, a memória escolar deixa de ser apenas um relato distante e volta a se manifestar em objetos concretos, que circulam novamente no dia a dia e mantêm viva a narrativa sobre crescer, aprender e conviver em ambiente escolar.