Brasil
Como funciona uma pesquisa eleitoral? Entenda a metodologia
Saiba como são escolhidos os entrevistados, calculada a margem de erro e por que os resultados podem variar tanto entre os diferentes institutos
Com a proximidade das eleições presidenciais de 2026, marcadas para o dia 4 de outubro, as pesquisas de intenção de voto se tornam o centro das atenções. Elas funcionam como uma fotografia do momento, revelando o humor e a preferência do eleitorado em um período específico. Entender como são feitas é essencial para interpretar corretamente seus resultados.
O objetivo de uma pesquisa não é prever o futuro, mas sim refletir o cenário atual com base em uma amostra representativa da população. Para isso, os institutos de pesquisa buscam criar um microcosmo do eleitorado brasileiro, espelhando fielmente as características demográficas do país.
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Amostra e coleta de dados
O primeiro passo é definir o tamanho da amostra, ou seja, quantas pessoas serão entrevistadas. A partir daí, os institutos selecionam os participantes com base em critérios rigorosos, usando dados do IBGE e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). São considerados fatores como gênero, idade, faixa de renda, escolaridade e localização geográfica (capital, interior, região metropolitana).
Além disso, por lei, toda pesquisa de intenção de voto para divulgação deve ser registrada no TSE. Esse registro torna públicas informações essenciais sobre a metodologia, como o período de coleta, o questionário aplicado e quem contratou o levantamento, garantindo mais transparência ao processo.
A coleta dos dados pode ser feita de três formas principais: presencial, quando os entrevistadores vão a campo; por telefone, com ligações para números fixos e celulares; ou online, por meio de painéis de respondentes previamente cadastrados. Cada método tem suas particularidades e pode alcançar públicos distintos.
Margem de erro e nível de confiança
Como é impossível entrevistar todos os milhões de eleitores, os resultados sempre terão uma margem de erro. Ela indica a variação máxima que os números podem ter, para mais ou para menos. Se um candidato aparece com 30% das intenções de voto e a margem de erro é de dois pontos percentuais, seu desempenho real está entre 28% e 32%.
Essa margem está ligada ao nível de confiança, que geralmente é de 95%. Isso significa que, se a mesma pesquisa fosse repetida 100 vezes com os mesmos critérios, os resultados estariam dentro da margem de erro em 95 delas. É uma medida estatística que confere segurança aos dados.
Por que os resultados variam tanto?
É comum que diferentes institutos divulguem pesquisas com números distintos na mesma semana. Essa variação ocorre por uma combinação de fatores, que vão desde a metodologia utilizada até o período em que as entrevistas foram realizadas. Os principais motivos para as diferenças são:
- Data da coleta: A opinião pública é volátil. Fatos políticos ou notícias importantes podem alterar a percepção dos eleitores em poucos dias.
- Metodologia: Pesquisas presenciais, telefônicas ou online podem produzir resultados diferentes, pois alcançam segmentos distintos da população.
- Elaboração do questionário: A forma como as perguntas são feitas, a ordem em que os nomes dos candidatos são apresentados e a inclusão de cenários estimulados ou espontâneos influenciam diretamente as respostas.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.