Brasil
Volta às aulas acende alerta para distúrbios de visão silenciosos em crianças
Problemas oculares podem passar despercebidos e afetar diretamente o rendimento escolar
Com a volta às aulas, cresce também a preocupação com a saúde ocular das crianças. Muitos problemas de visão são silenciosos, passam despercebidos por pais e professores e podem impactar diretamente no desempenho escolar.
Dificuldade de concentração, queda no rendimento, desinteresse pela leitura e dores de cabeça podem estar ligados à visão. O problema é que muitas crianças não conseguem identificar que estão enxergando mal, porque acreditam que aquela forma de enxergar é normal.
O médico oftalmologista Dr. Gustavo Bonfadini reforça a importância do acompanhamento regular.
“É muito importante que a gente indique para essas crianças que têm possíveis problemas, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e até mesmo a ambliopia, que é o olho preguiçoso, uma avaliação com médico oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Isso permite identificar se há necessidade do uso de óculos e também detectar outras alterações visuais que essa criança possa ter.
O diagnóstico precoce é determinante não apenas para a qualidade da visão, mas também para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dessa criança.”
Entre os sinais de alerta estão aproximar demais o rosto de livros e telas, apertar os olhos para enxergar e reclamar de dores de cabeça frequentes.
No Brasil, cerca de 23 milhões de crianças convivem com distúrbios como miopia, hipermetropia e astigmatismo. As principais causas são fatores genéticos e o uso excessivo de telas.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é essencial para garantir um desenvolvimento escolar e pessoal saudável.