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Vídeo mostra chegada de Adilsinho à sede da PF no Rio; assista

Adilsinho foi capturado em mansão em Cabo Frio com cinco mandados em aberto

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Adilsinho - Foto: Cyro Neves/Super Radio Tupi

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, chegou na manhã desta quinta-feira (26) à sede da Polícia Federal no Rio, após ser preso em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Considerado um dos criminosos mais procurados do estado, ele foi capturado por agentes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ).

Imagens registram o momento em que o contraventor desembarca na unidade, vestindo camisa branca, bermuda e tênis, com o cabelo raspado nas laterais. Contra ele havia mandado de prisão expedido pela Justiça Federal, além de ser procurado pela Justiça Estadual, onde é apontado como mandante de homicídios.

Confira o vídeo

Cúpula do bicho e cigarros falsificados

Contraventor de 55 anos, Adilsinho é apontado pelas autoridades como um dos principais criminosos do estado. Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio, ele é acusado de comandar a produção e distribuição de cigarros falsificados em ao menos 45 dos 92 municípios fluminenses, por meio de empresas de fachada.

A trajetória no crime começou com a criação de softwares para máquinas de videobingo adulteradas, usadas para manipular apostas, e passou por investigações da Polícia Federal nas operações Furacão e Deus é Deus. Apesar de condenação em primeira instância, não cumpriu pena após a prescrição do processo.

Desde 2005, ampliou os investimentos no contrabando de cigarros e avançou sobre territórios antes ligados a outros contraventores. Também exerce influência no carnaval carioca como patrono e presidente do Salgueiro. O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que a prisão reforça a atuação integrada das forças de segurança para atingir o topo das organizações criminosas e enfraquecer o poder econômico do crime no estado.

Cinco mandados de prisão e crimes violentos

A Polícia Civil apura a participação de Adilsinho em mais de 20 crimes violentos, entre homicídios, sequestros e tentativas de assassinato, sendo frequentemente apontado como mandante. Ele acumulava cinco mandados de prisão preventiva em aberto: quatro por homicídio e um por organização criminosa.

A operação desta quinta foi deflagrada a partir de levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da FICCO/RJ. O objetivo é desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros mediante domínio territorial e imposição de violência e medo.

Adilsinho foi conduzido à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro para as formalidades da prisão e, em seguida, será encaminhado ao sistema prisional do estado.