Rio
Castro reage a prisão de quarto envolvido em crime coletivo e diz: “Ninguém está acima da lei”
Governador celebrou prisão nas redes sociais e destacou atuação da Polícia Civil
O governador Claudio Castro anunciou nas redes sociais nesta quarta-feira (4/3) a prisão do quarto suspeito envolvido no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
“Urgente. Acabamos de prender o quarto envolvido no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, um crime bárbaro que mobilizou toda a sociedade. O trabalho ágil e técnico da Polícia Civil levou a uma investigação que rapidamente identificou e indiciou os autores dessa violência extrema e mostrou que ninguém está acima da lei. Nosso Governo está integralmente à disposição para prestar todo o apoio à vítima e à família”, escreveu.
Bruno Felipe dos Santos Allegretti se apresentou voluntariamente à 54ª DP (Belford Roxo), onde foi preso em seguida. Ele será encaminhado a um presídio.
Quatro adultos presos por estupro e cárcere privado
Todos os quatro adultos detidos respondem por estupro, com agravante de a vítima ser menor de idade, e também por cárcere privado. Um adolescente também foi indiciado pelo crime, apontado pelas investigações como responsável por atrair a jovem até o apartamento onde o crime ocorreu. Para ele, não foi decretada prisão e ele não é considerado foragido, sendo investigado por ato infracional análogo às infrações apuradas.
Os quatro maiores de idade indiciados e denunciados à Justiça pelo estupro coletivo da adolescente em Copacabana são:
- Vitor Hugo Oliveira Simonin (18 anos)
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18 anos)
- Mattheus Verissimo Zoel Martins (19 anos)
- João Gabriel Xavier Bertho (19 anos)
Urgente 🚨
— Cláudio Castro (@claudiocastroRJ) March 4, 2026
Acabamos de prender o quarto envolvido no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, um crime bárbaro que mobilizou toda a sociedade.
O caso aconteceu no dia 31 de janeiro. A estratégia para atrair a vítima contou com o ex-namorado dela, o menor investigado no caso. Colega de escola da adolescente, ele a convidou ao apartamento fingindo marcar um encontro. Dentro do quarto, quatro homens adultos a esperavam, concretizando aquilo que os investigadores descrevem como “emboscada planejada”.
Lesões graves confirmadas por perícia
Durante o episódio, a jovem enfrentou uma sequência de violências. Após rejeitar as abordagens sexuais, foi impedida de sair do cômodo e recebeu agressões que incluíram puxões de cabelo, pancadas com as mãos fechadas e um pontapé no abdômen. Laudos periciais e exames de corpo de delito confirmaram as agressões, apontando múltiplas lesões, escoriações e hemorragias espalhadas pelo corpo da adolescente.

Sistema de vigilância flagrou o menor fazendo sinais de celebração assim que deixou a vítima no hall de entrada do edifício. Após conseguir sair do prédio, a adolescente gravou uma mensagem de áudio para o irmão descrevendo o abuso e solicitou auxílio à avó. Em seguida, procurou uma delegacia para registrar ocorrência, possibilitando a coleta de evidências genéticas e o prosseguimento das apurações.
A corporação acionou a operação “Não é Não”, expedindo mandados de prisão preventiva para os adultos e de apreensão para o menor. Os quatro maiores de idade fugiram da ação inicial, porém depois acabaram presos.