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Economia

Impulsionado pelo Reviver Centro, setor imobiliário está aquecido no Rio

A reportagem da Tupi ouviu especialistas que comentaram sobre o bom momento vivido na região central da Capital Fluminense

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Câmara amplia benefício fiscal para programa Reviver Centro
Câmara amplia benefício fiscal para programa Reviver Centro (Reprodução)

O setor imobiliário na região central do Rio vive um período de forte expansão. Um levantamento da plataforma de dados Bel Radar, que organiza e monitora transações imobiliárias, aponta que o valor do metro quadrado no Centro vem apresentando crescimento nos últimos anos.

Apenas em 2025, o preço registrou a sexta maior valorização da cidade, com aumento de 13,3%, alcançando cerca de R$ 4.000,00. Parte dessa movimentação é por conta do Reviver Centro.

Plano Urbano Reviver Centro
(Divulgação: SMPU)

Criado em 2021, o plano de requalificação urbana busca atrair novos moradores para a região, aproveitando edificações já existentes e terrenos que estavam ociosos há décadas.

Quem detalha as novidades do programa é o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, Gustavo Guerrante.

“Está previsto um tratamento específico para a área que liga diferentes pontos do Centro, aproveitando o projeto Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha. A ideia é promover uma espécie de expansão desse grande centro, conectando regiões como Cidade Nova, Estácio e o entorno da Praça da Cruz Vermelha”.

A chegada do Reviver Centro também trouxe benefícios para o mercado imobiliário como explica o Leonardo Mesquita, vice-presidente de negócios da Cury Construtora.

“A criação de novas legislações e o estímulo a novos empreendimentos têm contribuído para o surgimento de um novo perfil de moradia no Centro, permitindo também que projetos mais modernos renovem a oferta residencial disponível na área. O avanço observado até agora é pequeno diante do potencial de valorização da região central, que reúne ampla oferta de serviços, além de grande relevância histórica e urbana — características que tendem a se destacar ainda mais à medida que o local volta a ser mais habitado”.

Desde o início do programa, que concede benefícios de potencial construtivo em áreas mais consolidadas e valorizadas da cidade, já foram lançadas mais de 7 mil unidades residenciais por meio desse mecanismo.

Isso significa que, em pouco tempo, o Rio pode ganhar entre 14 mil e 20 mil novos moradores na região central. A chegada dessa população tende a ampliar a demanda por serviços e comércio local, como mercados, padarias, farmácias, bares e restaurantes, inclusive fora do horário tradicional de funcionamento do centro comercial e também nos fins de semana.

Zona Oeste está entre as regiões com a maior alta de preços

A Região Central aparece na sexta posição do ranking de alta de preços. No topo da lista estão Guaratiba e Vargem Pequena.

Somente no ano passado, esses dois bairros foram os que registraram as maiores altas no valor médio do metro quadrado na cidade. Em Guaratiba, o preço médio avançou 49%, alcançando cerca R$ 2.900,00. Já em Vargem Pequena, a valorização foi de 36%, com o metro quadrado fechando o ano em torno de R$ 3.600,00.