Rio
MP muda posição e pede internação de menor suspeito em caso de estupro coletivo
Promotor justificou reviravolta com o surgimento de novas denúncias contra o adolescente
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) mudou de posição e passou a defender a internação do menor investigado por participação em pelo menos dois casos de estupro coletivo. A informação é do portal g1.
O promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional da capital, enviou uma nova manifestação à Justiça corroborando o pedido de internação do menor — justificando a revisão com o surgimento de novas denúncias.
MP havia rejeitado pedido horas antes
Na quarta-feira (4), o MPRJ tinha tomado o caminho oposto: discordou da Polícia Civil do Rio e recomendou ao Judiciário que negasse a apreensão do adolescente. Em nota, o órgão afirmou que “eventuais medidas cautelares poderiam ser requeridas no decorrer da investigação”.
Linha do tempo: Decisão do MPRJ
Entenda a sequência dos eventos na apuração do caso.
MPRJ negou pedido de apreensão do menor, contrariando a Polícia Civil.
MPRJ afirmou em nota que medidas cautelares poderiam ser solicitadas posteriormente.
Promotor de justiça reviu a decisão e pediu a internação devido a novas denúncias.
A mudança de entendimento veio horas depois, quando o mesmo promotor voltou atrás e enviou nova manifestação em sentido contrário à primeira.
Até o fechamento desta reportagem, a Vara da Infância e da Juventude ainda não havia se pronunciado sobre nenhum dos pedidos.
Detalhes das acusações
O primeiro relato envolve uma jovem de 17 anos. Ela afirmou que tinha um histórico de relacionamento com o acusado e que, em 31 de janeiro passado, aceitou um convite dele para sair. Ao chegar a um apartamento em Copacabana, a adolescente encontrou os amigos do rapaz.
A vítima disse ter consentido em ter relações apenas com o ex-namorado e, diante da insistência dele, acabou concordando que os outros presentes apenas assistissem. Contudo, ela descreveu à polícia que, após todos tirarem as roupas, foi violentada pelo grupo.
O segundo caso diz respeito a uma menina que tinha 14 anos na época dos fatos. Ela narrou que foi convidada pelo mesmo adolescente, com quem também teve um relacionamento anterior, para ir a um apartamento. A jovem não conseguiu se recordar do endereço exato do local onde as agressões teriam ocorrido.