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Vencedor do Prêmio Puskás 2023, Guilherme Madruga lidera o Shandong Taishan na China
Vencedor do prêmio de gol mais bonito do mundo em 2023, o meio-campista brasileiro consolida sua trajetória na China como peça central da equipe
O Shandong Taishan inicia sua trajetória na Chinese Super League (CSL) 2026 neste final de semana, apostando na consolidação do brasileiro Guilherme Madruga. O meio-campista — vencedor do Prêmio Puskás de 2023 — assume o papel de peça central na estrutura da equipe após um ano de adaptação e afirmação no futebol asiático. A nova temporada começa na madrugada deste sábado (7), em duelo contra o Liaoning Tieren.
Consolidado como um volante “box-to-box”, Madruga chega para 2026 com a bagagem cheia. Na última temporada, o brasileiro viveu seu ano mais artilheiro da carreira, fruto de uma cobrança pessoal para pisar mais na área e finalizar. Para este novo ciclo, de acordo com ele, o objetivo é elevar ainda mais o sarrafo:
“A minha expectativa é sempre alta e as melhores possíveis, ainda mais estando no clube de tradição com história aqui na China de títulos. Faremos o nosso melhor, quero apresentar o melhor futebol possível e que seja uma temporada maravilhosa para todos os nossos jogadores e para os fãs também”.
Apesar dos bons números — quatro gols e uma assistência em 29 jogos —, o atleta ressalta que a evolução estatística não partiu de uma alteração tática. Pelo contrário, a melhora foi reflexo de uma mudança de postura individual em campo:
“Não foi uma mudança de posicionamento, continuei jogando na parte defensiva e ofensiva, só me cobrei mais para finalizar. Espero que este ano seja de mais gols ainda e que eu possa melhorar o número de assistências também. Foi uma temporada boa, mas acredito que posso melhorar ainda mais.”
Superadas as barreiras iniciais do idioma e do rigoroso inverno chinês, Madruga destaca que o sucesso nas quatro linhas é reflexo direto de sua integração total à vida no país e ao grupo de jogadores locais:
“Esse ano eu me sinto bem mais adaptado, praticamente 100%, ao frio, à comunicação. O que me pegava mais era isso e hoje me sinto bem mais próximo dos jogadores chineses também, são pessoas bem receptíveis. Estou mais feliz, alegre e contente em todas as formas, seja no trabalho ou fora também.”
Da mesma forma, o impacto da cultura local mudou a percepção do volante sobre o mercado asiático. Longe do estereótipo de um futebol movido apenas por cifras, o brasileiro encontrou estádios lotados. Inclusive, ele vive uma idolatria que o acompanha desde as estações de trem até os hotéis:
“O futebol chinês me surpreendeu. O pessoal acha que aqui é apenas dinheiro, mas tem bons jogadores. Joguei em estádios aqui com 50 mil, 45 mil pessoas, são bem fanáticos. Sempre tem fãs nos esperando no aeroporto, no hotel. É bem legal ver essa paixão do chinês pelo futebol.”