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Há 50 anos quase todo quintal tinha um galinheiro em casa

Houve uma época em que muitos quintais tinham galinheiros e ovos frescos

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Há 50 anos quase todo quintal tinha um galinheiro em casa
Há 50 anos quase todo quintal tinha um galinheiro em casa

Há algumas décadas, um elemento simples fazia parte da paisagem de quase todo quintal brasileiro: o galinheiro. Em muitas casas, especialmente em áreas urbanas periféricas e em cidades pequenas, criar galinhas para consumo de ovos e carne era prática rotineira. Hoje, essa cena se tornou menos frequente, substituída por outros hábitos de consumo e por mudanças no modo de vida, ao mesmo tempo que objetos como o videocassete praticamente desapareceram do dia a dia.

Por que o galinheiro foi tão comum nos quintais brasileiros?

O galinheiro se consolidou como um elemento quase obrigatório em muitos quintais porque atendia a necessidades básicas da família. A criação de galinhas caipiras garantia ovos frescos, carne para datas específicas e até complemento de renda, com a venda de excedentes para vizinhos em bairros afastados dos grandes centros.

Outro fator importante era o tamanho dos terrenos, geralmente amplos entre as décadas de 1970 e 1990, o que facilitava manter um espaço exclusivo para as aves. A manutenção também era simples, com comedouros improvisados, telados básicos e pequenos abrigos, integrando-se à horta caseira, árvores frutíferas, varais e até ao reaproveitamento de restos de alimentos.

Há 50 anos quase todo quintal tinha um galinheiro em casa
Criar galinhas no quintal era parte da rotina de muitas famílias

Quais são os cuidados para manter um galinheiro no quintal hoje?

Atualmente, o galinheiro no quintal continua existindo em escala menor e com outro perfil, mais associado à ideia de alimentação natural e a iniciativas de agricultura urbana. Hortas, compostagem e reaproveitamento de resíduos orgânicos costumam ser combinados à criação de galinhas, exigindo mais planejamento, bem-estar animal e respeito às normas locais.

Além da rotina diária, é fundamental considerar regras municipais e a convivência com a vizinhança, evitando ruídos excessivos, odores fortes e riscos sanitários. Para quem deseja começar, alguns pontos práticos ajudam a organizar essa criação doméstica com mais segurança e responsabilidade:

  • Verificar se a legislação municipal permite criação de aves em área urbana.
  • Planejar o espaço mínimo para circulação, abrigo e descanso das galinhas.
  • Organizar rotina de alimentação, troca de água e limpeza diária do galinheiro.
  • Controlar odores, resíduos e possíveis vetores para evitar incômodo à vizinhança.

Como o videocassete mudou os hábitos de entretenimento em casa?

Enquanto o galinheiro perdia espaço nos quintais, outro símbolo doméstico seguia caminho parecido: o videocassete, tão presente nos anos 1990 e 2000. O aparelho permitia assistir filmes em fitas VHS, gravar programas da televisão e rever momentos familiares, criando coleções inteiras organizadas em prateleiras da sala de estar.

Com a chegada do DVD, depois do streaming e das plataformas digitais, o videocassete foi aposentado aos poucos. As fitas ocupavam espaço, exigiam cuidados para não mofar e tinham qualidade de imagem limitada, o que facilitou a migração para mídias menores, internet rápida e serviços on-line sob demanda.

  1. Entre as décadas de 1980 e 1990, o videocassete se popularizou nas casas brasileiras.
  2. No início dos anos 2000, o DVD começou a substituir as fitas VHS.
  3. Com o avanço da internet rápida, serviços de streaming reduziram o uso de mídia física.
  4. Atualmente, o videocassete é visto principalmente como item de coleção ou lembrança.

Há algumas décadas, certos costumes eram comuns em muitas casas e hoje parecem parte de outra época. Ter um galinheiro no quintal fazia parte da rotina de muitas famílias.

Conteúdo do canal Canal Cassia Ternura, com mais de 56 mil de inscritos e cerca de 309 mil de visualizações, trazendo lembranças, costumes e curiosidades que marcaram outras gerações:

O que o galinheiro e o videocassete revelam sobre a memória doméstica?

A comparação entre o galinheiro de quintal e o videocassete mostra como objetos distintos ajudam a contar a história recente dos lares brasileiros. Um está ligado à alimentação e ao uso do espaço externo, o outro ao entretenimento e à vida na sala de estar, ambos marcando modos de viver mais lentos e presenciais.

Mesmo com as transformações tecnológicas e urbanísticas, ainda é possível observar tentativas de resgatar algumas dessas práticas, como pequenas hortas, aves em áreas urbanas e o interesse por mídias antigas e aparelhos retrô. Galinheiro e videocassete permanecem como referências de um período em que o quintal era mais utilizado e o consumo de alimentos e informação seguia outro ritmo.