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Quem viveu essa época lembra de pular elástico na rua com os amigos

Pular elástico em roda ensinava crianças a esperar a vez e brincar juntas

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Quem viveu essa época lembra de pular elástico na rua com os amigos
Quem viveu essa época lembra de pular elástico na rua com os amigos

A memória afetiva das brincadeiras de infância costuma aparecer em detalhes simples, como a cantiga do pular elástico em roda, o chão de terra do quintal ou a calçada da rua. Em muitos bairros, essa cena ainda é comum: um grupo de crianças, um elástico esticado entre duas pessoas e uma sequência de pulos combinados, que ajudam a aprender a esperar a vez, respeitar o tempo do outro e construir regras em grupo.

O que são brincadeiras que ensinavam a esperar a vez na infância

A expressão brincadeiras que ensinavam a esperar a vez descreve jogos coletivos em que cada participante precisava aguardar o próprio momento de entrar. O pular elástico em roda é um dos exemplos mais lembrados, mas não era o único a estimular paciência, respeito e cooperação entre as crianças.

Nas ruas, praças e pátios de escola, era comum montar filas espontâneas para amarelinha, queimado, esconde-esconde e jogos de bola em espaço reduzido. Nessas situações, a conversa e a combinação entre as crianças substituíam aplicativos, filas virtuais ou cronômetros, organizando a vez de cada um de forma simples.

Quem viveu essa época lembra de pular elástico na rua com os amigos
Lembranças de brincar de pular elástico com os amigos na rua

Como funcionava o pular elástico em roda na prática

O pular elástico em roda tinha variações de bairro para bairro, mas alguns elementos se repetiam. Duas crianças ficavam paradas, com o elástico estendido entre as pernas, formando uma espécie de “trilha” para quem ia pular, enquanto as demais aguardavam em roda.

A ordem de entrada seguia critérios combinados, como quem chegou primeiro ou quem perdeu na rodada anterior. Em muitos lugares, cantigas marcavam o ritmo dos movimentos: dentro, fora, cruzado, pisando no elástico ou passando por cima, e quem errava ia para o fim da fila ou trocava de lugar com quem segurava o elástico.

Quais habilidades sociais essas brincadeiras ajudavam a desenvolver

Além da coordenação motora e do equilíbrio, o pular elástico em roda e outras brincadeiras de turno desenvolviam habilidades sociais importantes. A repetição dessas dinâmicas no dia a dia fortalecia atitudes de convivência que nem sempre eram ensinadas de forma formal na escola ou em casa.

Essas atividades simples ajudavam a lidar com frustrações, a respeitar limites e a valorizar o coletivo. Entre as principais habilidades estimuladas pela experiência compartilhada de brincar, destacavam-se:

  • Paciência: aguardar a vez, mesmo querendo entrar na brincadeira imediatamente.
  • Respeito às regras: seguir a ordem combinada e aceitar a decisão do grupo.
  • Organização em grupo: definir quem começa, quem segura o elástico e como será a sequência.
  • Comunicação: negociar mudanças nas regras e resolver conflitos, como a dúvida sobre quem entrou primeiro.
  • Autocontrole: lidar com a frustração de errar o pulo ou sair do jogo antes do esperado.

Algumas brincadeiras da infância ensinavam paciência e convivência sem que a gente percebesse. Pular elástico em roda era uma dessas atividades que faziam parte do dia a dia.

Conteúdo do canal Itaú Cultural, com mais de 143 mil de inscritos e cerca de 234 mil de visualizações, trazendo lembranças, costumes e histórias que marcaram outras gerações:

Como essas brincadeiras ajudavam na convivência e na negociação entre crianças

Nessas brincadeiras, a participação era sempre compartilhada, e não havia espaço para que uma única criança monopolizasse o jogo por muito tempo. A alternância entre quem pulava e quem segurava o elástico mantinha a brincadeira dinâmica e exigia que todos cedessem lugar em algum momento.

Os pequenos aprendiam a negociar ajustes nas regras, discutir injustiças percebidas e encontrar soluções coletivas, muitas vezes sem a intervenção de adultos. Esse exercício constante de diálogo e consenso construía uma noção prática de justiça, empatia e cooperação.

Como recriar hoje o clima de nostalgia das brincadeiras de infância

A sensação de nostalgia de infância associada ao pular elástico em roda pode ser resgatada de forma adaptada ao cotidiano atual. Em áreas urbanas, alguns prédios, escolas e projetos comunitários têm retomado espaços destinados a jogos tradicionais, reservando horários para atividades sem aparelhos eletrônicos.

Para organizar uma roda de elástico de forma simples e segura, é possível seguir alguns passos básicos, que ajudam tanto a relembrar a infância quanto a ensinar novas gerações a conviver e esperar a vez:

  1. Definir um local seguro para a brincadeira, com espaço livre para pular e sem obstáculos.
  2. Escolher quem vai segurar o elástico primeiro e quem começa pulando, de forma combinada.
  3. Combinar as regras: ordem de entrada, quantidade de tentativas e o que acontece em caso de erro.
  4. Selecionar, se desejado, uma cantiga ou sequência de movimentos que será repetida por todos.
  5. Incentivar a troca de posições, para que todos tenham a chance de pular e também de segurar o elástico.

Mesmo em 2026, com a presença intensa de telas e conexões digitais, experiências como o pular elástico em roda continuam servindo como referência de um período em que aprender a conviver era parte natural do ato de brincar. Ao retomar essas práticas, famílias e comunidades reforçam laços, memórias e um modo de viver a infância que ainda encontra espaço em diferentes realidades.