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Etanol ou gasolina: o cálculo definitivo para saber qual vale mais a pena

O preço na bomba não é tudo; aprenda a fazer a conta de 70% e a considerar o consumo do seu carro para economizar de verdade em 2026

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Mão de pessoa inserindo bico verde de combustível no tanque de um carro cinza em posto.
Abastecer o carro flex com a opção mais econômica, seja etanol ou gasolina, exige cálculo e atenção aos preços. Créditos: depositphotos.com / kegfire

A dúvida na hora de abastecer é um clássico para quem tem carro flex: etanol ou gasolina? Com os preços dos combustíveis oscilando constantemente, especialmente após o reajuste do ICMS em janeiro de 2026, saber qual opção oferece o melhor custo-benefício é essencial para economizar no fim do mês. A resposta não está apenas no valor por litro exibido na bomba, mas em um cálculo simples que qualquer motorista pode fazer.

A regra mais conhecida é a dos 70%. Ela serve como um guia rápido, mas é preciso cautela. A lógica por trás dela é que, historicamente, um carro consome cerca de 30% a mais de etanol. No entanto, em 2026, essa regra é questionada devido à evolução dos motores flex modernos. Veículos lançados nos últimos anos, especialmente os turboalimentados, podem ter uma eficiência com etanol que chega a 75% da gasolina, tornando o biocombustível vantajoso mesmo quando seu preço está um pouco acima do patamar de 70%.

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Para aplicar o cálculo de referência, basta multiplicar o preço do litro da gasolina por 0,7. Se o resultado for maior que o preço do litro do etanol, o álcool tende a ser a escolha mais vantajosa. Se for menor, a gasolina compensa mais.

Exemplo prático: se a gasolina custa R$ 6,20, a conta de referência é R$ 6,20 x 0,7 = R$ 4,34. Neste cenário, se o etanol estiver custando menos de R$ 4,34, ele valeria a pena pela regra tradicional.

O cálculo preciso para o seu carro

Como a regra dos 70% é uma média de mercado, e em 2026 a eficiência dos carros varia mais do que nunca, o cálculo mais eficiente é aquele que considera o desempenho real do seu automóvel. Fatores como o modelo do carro, o tipo de motor, a calibragem dos pneus e até o estilo de direção influenciam diretamente o rendimento.

Para fazer essa conta personalizada, você precisa saber duas informações: o consumo médio do seu carro com etanol (km/l) e com gasolina (km/l). Você pode obter esses dados no manual do veículo, na etiqueta do Inmetro ou fazendo o teste na prática, enchendo o tanque e medindo a quilometragem.

Com os números em mãos, a fórmula é a seguinte:

  • Divida o preço do litro do etanol pelo consumo médio do carro com esse combustível.
  • Divida o preço do litro da gasolina pelo consumo médio do carro com gasolina.

O resultado de cada conta será o seu custo por quilômetro rodado. A opção com o menor valor é, sem dúvida, a mais econômica para o seu bolso. Por exemplo: se o etanol custa R$ 4,50 e seu carro faz 9 km/l, o custo por km é de R$ 0,50. Se a gasolina está a R$ 6,20 e o rendimento é de 12 km/l, o custo por km será de aproximadamente R$ 0,51. Nesse caso, mesmo com a paridade de preços acima de 70%, o etanol seria a melhor escolha para este veículo específico.

Lembre-se também que os preços variam muito regionalmente, com estados produtores de etanol geralmente oferecendo valores mais competitivos. Além disso, o etanol exige paradas para abastecimento cerca de 30% mais frequentes.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.