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A “Pérola do Atlântico”, fundada com chalés importados dos EUA em 1893, tem a única praia da América do Sul com 16 anos de Bandeira Azul

História centenária e praia premiada fazem da Pérola do Atlântico um destino único.

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O balneário paulista que surpreende o Brasil com praias de beleza fora do comum e alta qualidade de vida
Curta banhos calmos na Pitangueiras de Guarujá-SP, refúgio gostoso com brisa marina e vibes praianas acolhedoras. // Créditos: depositphotos.com / vbacarin

Em 1893, a Companhia Prado Chaves inaugurou uma vila balneária na Ilha de Santo Amaro com 46 chalés pré-fabricados vindos dos Estados Unidos, um hotel de luxo, cassino, luz elétrica e esgoto, raridades no Brasil da época. Uma linha férrea ligava o estuário de Santos à praia. Ali nasceu o Guarujá, a Pérola do Atlântico, hoje com 27 praias distribuídas por 22 km de litoral a menos de 90 km de São Paulo.

Do Grand Hotel La Plage às fortalezas coloniais

O Grand Hôtel de La Plage, inaugurado junto com a vila, se tornou reduto da aristocracia paulistana e marco do turismo de luxo no país. Nas décadas de 1930 e 1940, personalidades como Carmem Miranda e Grande Otelo frequentavam a cidade. O apelido Pérola do Atlântico foi consagrado na década de 1970, conforme a Prefeitura de Guarujá.

A história da ilha, porém, é muito mais antiga. A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, construída em 1584 pelo engenheiro militar Giovanni Battista Antonelli, protegeu o Porto de Santos por séculos e é tombada pelo IPHAN. Arqueólogos da USP catalogaram 15 sambaquis na ilha, com vestígios humanos de cerca de 8 mil anos. Antes dos portugueses, povos Tupinambás viviam da pesca e da coleta de frutos do mar nessa mesma costa.

O balneário paulista que surpreende o Brasil com praias de beleza fora do comum e alta qualidade de vida
Guarujá-SP oferece roteiros familiares com Ilha dos Arvoredos e Praia Pernambuco acessíveis para mergulho e lazer seguro.​ // Créditos: depositphotos.com / vbacarin

O que fazer entre praias badaladas e trilhas selvagens?

A geografia recortada da ilha permite alternar entre o agito da orla central e o silêncio de enseadas preservadas em questão de minutos.

  • Praia do Tombo: única praia da América do Sul a manter o selo internacional Bandeira Azul por 16 anos consecutivos. Ondas fortes, areia grossa e infraestrutura monitorada sob padrões globais.
  • Praia de Pitangueiras: coração da cidade, com calçadão movimentado, prédios à beira-mar e vida noturna concentrada. O antigo Grand Hotel hoje é o Shopping La Plage.
  • Praia da Enseada: faixa de areia mais extensa do município, com quiosques estruturados e condições para esportes náuticos.
  • Praia de Pernambuco: mar mais calmo, cercada por vegetação e com vista para a Ilha dos Arvoredos, usada para pesquisas ecológicas.
  • Praias de Iporanga e São Pedro: dentro do Parque Serra do Guararu, com acesso controlado e areia finíssima em meio à Mata Atlântica.
  • Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande: museu histórico com vista privilegiada da entrada do porto. Muralhas de pedra e cal cobertas por musgos enquadram o oceano.
  • Mirante das Galhetas (Sky Glass): plataforma de vidro suspensa com vista panorâmica para a Praia do Tombo.

A “Pérola do Atlântico” combina infraestrutura urbana com refúgios naturais preservados no litoral paulista. O vídeo é do canal Viagens Cine, que conta com mais de 350 mil inscritos, e apresenta as 15 melhores praias do Guarujá, incluindo Pitangueiras, Enseada e a isolada Praia do Éden: mais de 350 mil inscritos.

Camarão na moranga e peixe caiçara

A gastronomia gira em torno do peixe fresco e dos frutos do mar que chegam direto das colônias de pescadores. Os restaurantes concentram-se nas orlas de Pitangueiras, Enseada e Perequê.

  • Camarão na moranga: clássico do litoral paulista, servido dentro da abóbora assada. Presente em praticamente toda a orla.
  • Peixe à caiçara: preparado com banana, tomate e temperos locais, herança das comunidades tradicionais da ilha.
  • Casquinha de siri: petisco servido nos quiosques de praia, com limão e farinha.
  • Caldeirada de frutos do mar: mistura de camarão, lula, mexilhão e peixe em caldo aromático, especialidade dos restaurantes à beira-mar.
O balneário paulista que surpreende o Brasil com praias de beleza fora do comum e alta qualidade de vida
Guarujá-SP inspira com ondas surfáveis e pores do sol na Enseada, convidando relax total e conexão mágica com o mar azul. // Créditos: depositphotos.com / vbacarin

Quando a Pérola brilha mais?

O clima é tropical úmido. O inverno (maio a setembro) é a melhor janela para visitação: menos chuva, praias vazias e temperaturas amenas. O verão lota a cidade e as balsas.

Guia de sazonalidade: Praias, trilhas e fortalezas
Planejamento climático para aproveitar o surfe, a Serra do Guararu e a vida noturna
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O que fazer
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Praias, surfe e vida noturna
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Trilhas na Serra do Guararu
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Baixa
Fortaleza, museus e gastronomia
🌸 Primavera
Set-Nov
18-28 °C
Média
Mirantes e praias com menos turistas

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar à ilha mais perto de São Paulo?

Guarujá fica a 87 km de São Paulo pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, cerca de 1h30 de carro. A travessia de balsa de Santos (Ponta da Praia) dura poucos minutos. Ônibus executivos partem da capital com frequência. Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos são as principais portas de entrada para quem vem de outros estados.

Leia também: As 21 ilhas vulcânicas brasileiras no arquipélago onde golfinhos aparecem em 95% dos dias do ano.

Quatro séculos entre a areia e as muralhas

Guarujá reúne sambaquis de 8 mil anos, uma fortaleza de 1584, chalés importados do século XIX e a praia mais premiada do continente na mesma ilha. A Pérola do Atlântico entrega tudo isso a pouco mais de uma hora da maior metrópole da América do Sul.

Você precisa atravessar o estuário, caminhar pela areia do Tombo e deixar que as muralhas da Barra Grande contem o que quatro séculos de história guardaram entre as rochas.