Rio
Dirigir após beber? Veja o que mudou no trânsito do RJ com 17 anos de Lei Seca
Operação fiscalizou quase 5 milhões de motoristas e reduziu 40% os feridos em acidentes
A Operação Lei Seca, que completa 17 anos de atuação no Rio de Janeiro em 2026, consolidou-se como uma das principais políticas públicas de segurança no trânsito. Criada para combater a direção sob efeito de álcool, a iniciativa ajudou a reduzir em quase 40% o número de pessoas feridas em acidentes e influenciou o comportamento dos motoristas.
Impacto na Segurança Viária do Rio
A comparação entre 2008 e 2025 mostra os efeitos da medida. No período, o estado registrou queda superior a 21% nas mortes no trânsito e redução de 38,6% no número de feridos.
Desde o início das operações, em 2009, até março de 2026, foram realizadas 42.460 ações de fiscalização, com 4,8 milhões de motoristas abordados e mais de 4,5 milhões de testes de etilômetro aplicados.
Ao longo desses 17 anos, mais de 360 mil ocorrências envolvendo álcool ao volante foram registradas, retirando das ruas condutores que representavam risco. O governador Cláudio Castro destacou que a operação “soma educação e fiscalização” e contribui para a conscientização da população.
Com presença constante nas ruas, as blitzes se tornaram parte da rotina e reforçam os riscos e as consequências legais de dirigir após consumir álcool. Atualmente, a operação realiza, em média, 2.529 ações por ano, abordando cerca de 287 mil motoristas em todo o estado.
Eventos de Celebração dos 17 Anos
Para marcar a data, o Governo do Estado programou dois eventos. Uma missa em ação de graças será celebrada na quarta-feira, 18 de março, às 10h, no Salão Nobre do Palácio Guanabara, com a presença de autoridades estaduais.
Já na quinta-feira, 19 de março, das 9h às 18h, a Fundação Cesgranrio sediará o Seminário Operação Lei Seca, reunindo profissionais das áreas de segurança, trânsito e educação para discutir avanços e desafios da política pública.