Esportes
Acusação de racismo paralisa semifinal e gera tensão em campo
Atacante do Atlético de Madrid foi denunciada por atleta do Tenerife; arbitragem acionou protocolo antirracismo, mas não confirmou a fala em campo
A brasileira Gio Garbelini, atacante do Atlético de Madrid, foi acusada de racismo durante a semifinal da Copa da Rainha, em partida contra o Tenerife. O episódio ocorreu nos minutos finais do confronto e levou a arbitragem a acionar o protocolo antirracismo.
A denúncia partiu da goleira Noelia Ramos, que afirmou que a brasileira teria chamado a jogadora Fatou Dembele de “negra” durante uma confusão em campo. O lance aconteceu aos 44 minutos do segundo tempo, logo após a expulsão de Dembélé.
De acordo com a súmula da arbitragem, a acusação foi registrada formalmente, mas a equipe não confirmou ter ouvido a suposta declaração. “A jogadora do Tenerife informou que a atleta do Atlético de Madrid se dirigiu à jogadora com o termo ‘negra’, que não pôde ser ouvido pela arbitragem”, diz o relatório oficial.
😱 Tangana en la recta final del partido
— Teledeporte (@teledeporte) March 17, 2026
🟥 Fatou, expulsada por dar empujón… y luego se ha revuelto
El desenlace de la semifinal de la #CopaDeLaReina en DIRECTO: https://t.co/XPlalL2TTw#LaCopaRTVE pic.twitter.com/Rsdfiu8KKW
Diante da denúncia, o protocolo antirracismo foi ativado, e a partida ficou paralisada por cerca de cinco minutos antes de ser retomada. O procedimento faz parte das medidas adotadas no futebol espanhol para lidar com possíveis casos de discriminação em campo.
Até o momento, nem o Atlético de Madrid nem Gio Garbelini se manifestaram oficialmente sobre o ocorrido. O clube limitou-se a publicar registros da partida em suas redes sociais. O caso pode ser analisado posteriormente pelas autoridades esportivas, que devem avaliar imagens e outros elementos antes de qualquer decisão.