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Guerra no Oriente Médio pode encarecer combustíveis e alimentos no Brasil

Fechamento de rota estratégica do petróleo pressiona preços e pode impactar diretamente o bolso dos brasileiros nas próximas semanas

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Foto: Getty Images

A escalada da guerra no Oriente Médio já começa a acender um alerta na economia global e pode trazer reflexos diretos para o Brasil. O conflito, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã desde o fim de fevereiro, já deixou pelo menos duas mil pessoas mortas e provocou o fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de petróleo do Golfo Pérsico.

A interrupção da navegação na região elevou o preço do petróleo no mercado internacional e levou países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão a anunciarem medidas para tentar estabilizar o setor de energia.

Com isso, especialistas já preveem aumento no preço dos combustíveis e, consequentemente, impacto em toda a cadeia de consumo.

O economista Paulo Edgar Mello explica que os efeitos devem ser sentidos rapidamente no Brasil.

“Isso vai pressionar diretamente, de imediato, os preços dos combustíveis. Por conseguinte, aumento de fertilizantes, aumento de alimentação, o frete e os juros”, afirma.

Segundo ele, o agronegócio brasileiro será um dos setores mais afetados.

“No Brasil, os efeitos vão ser diretos mesmo sobre a inflação do agronegócio”, destaca.

Além disso, o aumento nos custos pode gerar um efeito em cadeia na economia.

“Isso também vai acabar gerando o quê? Inflação”, completa o economista.

Impacto no dia a dia

O Oriente Médio é responsável por cerca de 30% da produção mundial de petróleo e 16% do gás natural, o que explica a forte reação do mercado diante da crise.

Para o consumidor, os impactos podem ir além do aumento no combustível. Paulo Edgar Mello alerta para possíveis problemas no abastecimento e na logística.

“Nós estamos à beira de uma paralisação praticamente da frota de caminhões, em função do aumento absurdo do combustível”, afirma.

Ele relata ainda sinais de desabastecimento pontual:

“Fui abastecer meu carro e não tinha gasolina porque o caminhão não chegou. Isso é preocupante”.

Segundo o economista, o cenário pode evoluir para falta de produtos básicos.

“Vai começar a faltar muitas coisas, inclusive nos supermercados. Minha preocupação é muito grande”, conclui.

Relação comercial com o Brasil

Além da questão energética, o conflito também pode afetar o comércio exterior brasileiro. Os países do Oriente Médio são grandes compradores de produtos agropecuários e commodities do Brasil.

Somente em 2025, o país exportou mais de 16 bilhões de dólares para a região, o que reforça o impacto potencial da crise não apenas nos preços internos, mas também na balança comercial.


Os efeitos da guerra já começam a ser sentidos no mercado internacional e, segundo especialistas, devem chegar ao consumidor brasileiro nas próximas semanas.