Esportes
Lei do Esporte entra em nova fase com foco no impacto social
Com recorde de R$ 1,2 bilhão captados, nova regulamentação da Lei de Incentivo ao Esporte atrai investidores e garante segurança jurídica até outubro
O cronograma de captação de recursos via Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) já está em pleno vigor, estendendo-se até o dia 16 de outubro. O ciclo atual não é apenas mais um no calendário; ele consolida uma transformação iniciada em 2022, elevando a LIE ao status de política pública permanente e estratégica para o desenvolvimento do Brasil.
O amadurecimento do setor é visível nos números. Em 2024, a lei rompeu a barreira histórica dos dez dígitos, movimentando R$ 1,2 bilhão. Esse montante viabilizou mais de 2,5 mil projetos, alcançando 585 municípios em todas as unidades da federação. Mais do que recordes financeiros, a nova regulamentação da Lei Complementar 222 trouxe a segurança jurídica que o mercado pedia, transformando a renúncia fiscal em um investimento de baixo risco e alto retorno social.
De Cifras a Legado
Atualmente, o debate migra da quantidade para a qualidade da execução. Dessa forma, com a previsibilidade garantida, o desafio das entidades e do Governo Federal reside agora na governança e na transparência. A expectativa é que o próximo relatório do Ministério do Esporte detalhe como esses recursos estão sendo capilarizados, especialmente em áreas de vulnerabilidade social.
De acordo com o especialista Álvaro Martins, a legislação atual funciona como um divisor de águas:
“Priorizar projetos de natureza educacional, comunitária e inclusiva. O modelo reafirma que o incentivo fiscal deve servir à coletividade. O que definirá o futuro da Lei não será somente a arrecadação, mas a capacidade de transformação dos recursos incentivados em legado social duradouro. Há maior consciência sobre o papel da renúncia fiscal e a proposta de transformação social.”
Oportunidades para o Setor Privado
Já em relação ao cenário de 2025, o cardápio de projetos aptos para captação mostra-se vasto, com 5.621 propostas aguardando o aporte de empresas. Consequentemente, para o setor corporativo, o panorama atual permite alinhar estratégias de ESG à construção de uma reputação sólida. Portanto, não se trata apenas de marketing, mas de investir diretamente na formação cidadã e na economia local.
Enquanto o mercado aguarda os dados oficiais do desempenho de 2025, o otimismo prevalece. A tendência é que o recorde de 2024 seja superado, confirmando que o esporte brasileiro deixou de ser visto como um gasto sazonal para se tornar uma ferramenta robusta de transformação territorial e responsabilidade fiscal.