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Morre Gerson Brenner, aos 66 anos, após décadas afastado da TV desde tragédia

Galã da TV, Gerson Brenner lutava há décadas contra sequelas de assalto

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Gerson Brenner quando era galã e depois de sofrer um assalto
Gerson Brenner. Fotos: Arquivo / Reprodução Instagram

Gerson Brenner, um dos galãs mais populares da TV brasileira nos anos 90, morreu na tarde desta segunda-feira (23) no Hospital São Luiz, em São Paulo. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. Ele tinha 66 anos e vivia com sequelas de um tiro na cabeça que levou durante um assalto em 1998, afastado da vida pública há décadas. A confirmação veio pelo cunhado Luciano, marido de Cristina Brenner, irmã do ator.

Brenner deixa a esposa, Marta Mendonça Brenner, e duas filhas: Anna Luisa Haas Oliveira, de 33 anos, fruto do relacionamento com Ana Cristina Haas, e Vica Brenner, de 27, filha de Denize Taccto.

Tiro durante assalto encerrou carreira em 1998

O ator estava no auge quando foi baleado. Ele interpretava o fazendeiro Jorginho em “Corpo Dourado”, novela das 19h da TV Globo, e seguia de São Paulo para o Rio de Janeiro para gravar sua última cena na trama quando parou na Rodovia Ayrton Senna, próximo ao acesso 60, para trocar um pneu. Bandidos cercaram o carro e atiraram. Gerson estava acompanhado de Denize, que na época estava grávida de oito meses de Vica.

O projétil atingiu regiões do cérebro ligadas à fala e à locomoção, comprometendo as duas funções de forma permanente. Ele passou 23 dias internado na UTI. A carreira foi interrompida ali, sem retorno.

Trajetória foi do teatro à Globo em pouco tempo

Paulista, Gerson tinha formação em Economia e Comunicação Social e trabalhou como modelo antes de entrar para o teatro, em 1988. No ano seguinte, estreou na televisão pela novela “Kananga do Japão”. A consagração veio em 1990, com “Rainha da Sucata”, em que viveu um dos filhos de Dona Armênia, personagem de Aracy Balabanian. Ainda fez “Deus nos Acuda” (1992) e “Olho no Olho” (1993) antes de chegar a “Corpo Dourado”.

Após o ataque, Gerson passou a morar em São Paulo com Marta, que era psicóloga e começou a tratá-lo depois do acidente. Os dois viviam com o apoio de um técnico de enfermagem e de um cuidador. A Globo manteve um convênio médico vitalício para o ator, que passava por avaliações a cada quinze dias. Em 2025, ele chegou a ser internado com pneumonia.