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Esta casa pode enfrentar tornados, furacões e ainda cortar até 75% do gasto com energia

A estrutura que suporta ventos severos e ainda reduz custos continua fora do padrão comum

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Esta casa pode enfrentar tornados, furacões e ainda cortar até 75% do gasto com energia
Esta casa pode enfrentar tornados, furacões e ainda cortar até 75% do gasto com energia

Entre tantos modelos de moradia que surgem e desaparecem ao longo das décadas, um formato em especial chama atenção por combinar alta resistência estrutural e consumo de energia bastante reduzido: as chamadas casas em domo monolítico, um tipo de construção pensado para enfrentar ventos extremos, tempestades severas e, ao mesmo tempo, reduzir de forma significativa os gastos com climatização, embora ainda tenha presença discreta no mercado imobiliário em comparação às casas tradicionais.

O que é uma casa em domo monolítico?

A casa em domo monolítico é uma edificação em formato de cúpula construída como uma casca estrutural contínua, geralmente em concreto armado, com isolamento térmico aplicado de forma uniforme. Diferente de uma residência convencional, que separa telhado, paredes e lajes em diversos elementos, o domo funciona como uma única “concha” que distribui esforços de maneira mais equilibrada.

Essa geometria reduz a concentração de tensões e ajuda a dissipar melhor as cargas de vento, impactos e variações de temperatura. Por isso, esse tipo de solução vem sendo usado tanto em moradias quanto em armazéns, ginásios, instalações de emergência e abrigos de proteção intensa, especialmente em regiões sujeitas a eventos climáticos mais severos.

Esta casa pode enfrentar tornados, furacões e ainda cortar até 75% do gasto com energia
A estrutura que suporta ventos severos e ainda reduz custos continua fora do padrão comum

Como funciona o sistema construtivo do domo monolítico?

Na prática, o processo de construção costuma seguir uma lógica específica que integra todas as etapas em uma única casca. Primeiro, é executada uma fundação em anel; depois, uma membrana flexível é inflada até atingir o formato da cúpula desejada, servindo de molde para as camadas seguintes.

Sobre essa superfície interna, aplica-se espuma de isolamento, instala-se a armação de aço e, por fim, projeta-se o concreto. Quando a estrutura endurece, o resultado é uma casca rígida, estanque e altamente integrada, com baixa quantidade de juntas e frestas suscetíveis a infiltrações ou danos mecânicos ao longo do tempo.

Casa em domo monolítico realmente resiste a tornados e furacões?

A resistência de uma cúpula monolítica a tornados e furacões está diretamente ligada ao modo como ela é projetada e construída, de acordo com normas técnicas e diretrizes oficiais. Em vários países, quando um domo é calculado como safe room, pode atingir níveis de segurança muito altos contra detritos lançados pelo vento, pressões extremas e efeitos de sucção.

O formato curvo desempenha papel central nesse desempenho, pois ventos intensos tendem a ser desviados ao redor da superfície, reduzindo picos de pressão em pontos específicos. Embora não signifique imunidade a danos, a casca contínua limita a probabilidade de partes da estrutura serem arrancadas, aumentando a chance de permanecer íntegra em cenários em que edificações convencionais sofrem perdas mais severas.

Como a casa em domo monolítico economiza energia?

A eficiência energética é um dos aspectos mais citados quando se fala em domos monolíticos, em parte devido ao formato esférico ou semiesférico. Essa geometria apresenta uma relação mais favorável entre área de superfície e volume interno do que um bloco retangular típico, o que reduz a troca de calor com o ambiente.

Além disso, o isolamento térmico é aplicado de maneira contínua, sem as quebras comuns em juntas, encontros de paredes e telhados. A massa térmica do concreto, protegida pelo isolamento, suaviza variações de temperatura ao longo do dia, ajudando a diminuir picos de uso de aquecedores ou aparelhos de ar-condicionado em climas com grandes oscilações.

  • Menos área externa exposta em relação ao volume interno;
  • Isolamento contínuo, reduzindo pontes térmicas nas ligações;
  • Casca estanque, limitando infiltrações de ar indesejadas;
  • Massa térmica protegida, que ajuda a estabilizar o clima interno.

Conteúdo do canal PLANETA EM FURIA, com mais de 137 milhões de inscritos e cerca de 5 milhões de visualizações, reunindo vídeos sobre construções inovadoras, soluções inteligentes e projetos que fazem muita gente repensar o jeito como uma casa pode ser feita:

Por que o domo monolítico ainda é pouco adotado?

A baixa adoção das casas em domo monolítico está mais ligada à estrutura do mercado de construção civil do que ao desempenho técnico. Bancos, seguradoras e avaliadores trabalham com modelos consolidados, baseados em imóveis retangulares e com histórico conhecido, o que dificulta estimar valor de mercado e revenda de construções em formato de cúpula.

Questões culturais e regulatórias também pesam, já que muitos bairros planejados impõem normas rígidas de fachada, altura e estilo arquitetônico. Somam-se a isso a cadeia produtiva ajustada ao modelo retangular dominante e a necessidade de profissionais especializados, fatores que podem elevar o custo inicial percebido por quem prioriza apenas o menor investimento imediato.

O que pode mudar no futuro das casas em domo monolítico?

Com o aumento da frequência de eventos climáticos severos e a pressão por edificações mais eficientes em consumo de energia, o interesse por cúpulas monolíticas tende a crescer. Programas de certificação, incentivos fiscais e políticas de resiliência urbana podem favorecer sistemas que combinam robustez estrutural com operação mais econômica.

À medida que mais projetos são documentados e monitorados ao longo do tempo, avaliadores, bancos e órgãos públicos passam a ter dados concretos sobre manutenção, sinistros e revenda. Esse histórico pode facilitar financiamento, seguro e aprovação de projetos, reduzindo barreiras e permitindo que o domo monolítico deixe de ser um nicho e se torne uma alternativa mais presente em contextos urbanos e rurais.