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Globo intensificou cortes em 2025, mas ainda sim amargou prejuízo de R$ 500 milhões
Grupo supera marca histórica de faturamento, mas vê lucro cair e caixa encolher em meio a desafios do mercado e da concorrência global
A Globo divulgou nesta quarta-feira (25) seu balanço anual de 2025. O relatório mostra que o maior grupo de comunicação do país conseguiu superar a barreira dos R$ 16 bilhões em faturamento pela primeira vez desde 2014, alcançando R$ 18,3 bilhões. Esse resultado, porém, só foi possível graças à incorporação da Eletromidia, líder em publicidade de rua. Sem essa operação, a receita teria sido de R$ 16,7 bilhões.
Em mensagem aos colaboradores, o presidente Paulo Marinho comemorou os números, mas alertou que 2026 será “tão desafiador quanto os anos anteriores”, citando a pressão de plataformas globais, mudanças no mercado esportivo e novos formatos de distribuição. Ele afirmou que a estratégia da empresa seguirá baseada em disciplina de custos e investimentos em conteúdos estratégicos.
Entre os destaques de 2025 estão a aquisição da Eletromidia e de outras operações de mídia exterior, o lançamento da Ge TV no YouTube e o crescimento das bases de assinantes do Globoplay (+33%) e do Premiere (+32%).
Apesar da expansão, o Globoplay não contribuiu para o aumento da receita, já que boa parte dos acessos vem de acordos com operadoras como a Claro, que oferecem o serviço sem custo adicional aos clientes.
O que sustentou o avanço foi a publicidade: as vendas de formatos cresceram 15%, passando de R$ 10,9 bilhões em 2024 para R$ 12,5 bilhões. A Eletromidia foi decisiva nesse resultado, já que a receita publicitária da Globo, isoladamente, subiu apenas 3%.
A publicidade passou a representar 68% das receitas totais, enquanto assinaturas caíram para 29% (eram 31% em 2024). No último trimestre, a dependência da publicidade chegou a 72%. As receitas com assinaturas somaram R$ 5,3 bilhões, apenas 4% acima do ano anterior, mas com queda no quarto trimestre.
No campo financeiro, a Globo reduziu custos administrativos e de produção em R$ 80 milhões, mas o lucro líquido caiu 27%, fechando em R$ 1,46 bilhão. O caixa também encolheu 30%, para R$ 9,53 bilhões, após a antecipação de dívidas que venceriam apenas em 2030 e 2032.
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