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Retiro dos Artistas rebate críticas de Marcos Oliveira sobre rotina na instituição
Instituição reage a críticas do intérprete de Beiçola e fala em “distorção da realidade”
O Retiro dos Artistas se pronunciou acerca das recentes declarações feitas pelo ator Marcos Oliveira, intérprete do Beiçola, da série A Grande Família, da Globo, sobre como é a vida na instituição.
Em entrevista à revista Veja, o artista veterano, que se mudou para o local em 2025 após enfrentar dificuldades financeiras, reclamou do barulho no refeitório na hora da alimentação, e mobilizou o pronunciamento da instituição.
“O Retiro dos Artistas, instituição centenária que há mais de 100 anos acolhe profissionais da arte, tem como missão oferecer dignidade, respeito e qualidade de vida aos seus residentes. Hoje, convivemos com mais de 50 residentes, cada um com sua história e personalidade, o que exige diálogo constante para manter um ambiente de paz, harmonia e respeito – valores que sempre nos guiaram. Sobre as recentes declarações do residente Marcos Oliveira, entendemos que foram infelizes e não refletem a realidade da maioria dos nossos residentes. Ainda assim, é importante reconhecer que nem toda pessoa que precisa de ajuda se sente confortável em estar em uma posição de vulnerabilidade. Precisar, aceitar e querer estar nessa condição são coisas diferentes, e isso também exige compreensão”, informou o Retiro dos Artistas em nota.
“Reconhecemos a importância da imprensa, mas não podemos ignorar o crescente sensacionalismo, que muitas vezes prioriza engajamento em detrimento da irresponsabilidade, distorcendo contextos e prejudicando trabalhos sérios como o nosso. Seguimos assumindo nossos acertos e falhas, com o compromisso de sempre evoluir. Reforçamos ainda que todos os residentes possuem livre arbítrio para estar aqui, podendo ir e vir quando desejarem”, acrescentaram.
“O Retiro dos Artistas permanece de portas abertas e seguirá trabalhando com respeito, responsabilidade e acolhimento. Somos contra julgamentos precipitados e desmoralização, especialmente quando envolvem pessoas em situação de vulnerabilidade. Acreditamos que, se o foco coletivo estivesse mais voltado para ajudar quem realmente precisa, e menos para expor ou prejudicar, viveríamos em um mundo mais justo, humano e solidário”, concluíram.