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Criada pelo Rei para escapar dos verões quentes, essa cidade na serra abriga a cervejaria mais antiga do Brasil

A cidade serrana criada para fugir do calor esconde a cervejaria mais antiga do Brasil.

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A “Cidade Imperial”, onde viveu o antigo rei do Brasil, hoje se destaca por qualidade de vida e clima dignos da realeza
Aproveite um passeio por Petrópolis, com ruas charmosas, palácios antigos e natureza abundante. // Créditos: depositphotos.com / dabldy

No alto das montanhas, surge uma cidade na serra fluminense, ruas desenhadas por um engenheiro alemão ladeiam canais a céu aberto que ainda seguem o traçado original de 1843. Petrópolis nasceu por decreto de Dom Pedro II como refúgio de verão da corte, e até hoje recebe quem quer trocar o calor do Rio de Janeiro pelo frescor de 845 metros de altitude.

A fazenda que virou palácio e depois cidade

Em 1830, Dom Pedro I comprou a Fazenda do Córrego Seco, encantado pelo clima ameno da Mata Atlântica. O filho herdou a terra e assinou o decreto de fundação em 16 de março de 1843. O engenheiro alemão Julius Friedrich Koeler trouxe colonos germânicos, traçou ruas simétricas e desenhou quarteirões que acompanham o curso dos rios.

A construção do palácio de verão começou em 1845 e só terminou em 1862, financiada com recursos pessoais do imperador. Durante 49 anos de reinado, Dom Pedro II passou pelo menos 40 verões na serra, levando consigo toda a corte e o corpo diplomático. Petrópolis funcionava como capital do Império nos meses de calor.

Petrópolis, RJ, a histórica cidade imperial com museus, palácios e natureza na serra fluminense. // Créditos: depositphotos.com / dabldy

O que visitar entre palácios e pantufas

O centro histórico concentra atrações que cobrem dois séculos de história. Todas ficam a poucos minutos de caminhada umas das outras.

  • Museu Imperial: o palácio de verão abriga cerca de 300 mil itens do período monárquico. Visitantes calçam pantufas para proteger o piso original. A coroa de Dom Pedro II, com 639 diamantes e 77 pérolas, é a peça mais disputada.
  • Catedral de São Pedro de Alcântara: construção neogótica que levou mais de 90 anos para ficar pronta. No subsolo, o Mausoléu Imperial guarda os restos mortais de Dom Pedro II, Dona Teresa Cristina e Princesa Isabel.
  • Palácio Quitandinha: inaugurado em 1944 como o maior hotel-cassino da América Latina, com 50 mil m² e cúpula de 30 metros. Hoje funciona como centro cultural do Sesc, com entrada gratuita.
  • Casa de Santos Dumont: apelidada de “A Encantada”, foi projetada pelo próprio inventor em 1918. A casa não tem cozinha, as portas são arredondadas e a escada externa só permite começar a subir com o pé direito.
  • Palácio de Cristal: estrutura de ferro e vidro importada da França em 1884. Presente do Conde D’Eu à Princesa Isabel, hoje abriga feiras e eventos culturais.

Petrópolis fascina como o refúgio serrano planejado pela monarquia brasileira. O vídeo é do canal Canal História e Tu, que conta com mais de 103 mil inscritos, e detalha a construção do Museu Imperial, a herança dos imigrantes alemães e a história de Dom Pedro II. Canal História e Tu.

Onde nasceu a primeira cerveja do Brasil

Em 1853, o imigrante alemão Henrique Kremer fundou em Petrópolis a primeira cervejaria do país. A marca ficou conhecida como Bohemia e continua em operação. A fábrica oferece tour interativo com degustação. Ao redor do Palácio de Cristal, a Vila Cervejeira reúne marcas artesanais como Odin, Duas Torres e Sampler. A Prefeitura reconhece a cidade como Capital Estadual da Cerveja, com mais de 20 cervejarias em atividade.

Em julho, a Bauernfest celebra a imigração germânica com gastronomia típica, música e chope artesanal nos jardins do Palácio de Cristal. O evento dura cerca de 17 dias e é a segunda maior festa de cultura alemã do Brasil.

A “Cidade Imperial”, onde viveu o antigo rei do Brasil, hoje se destaca por qualidade de vida e clima dignos da realeza
Petrópolis é a Cidade Imperial na Serra do Rio de Janeiro, com palácios históricos, museus e clima ameno ideal para turismo cultural. // Créditos: depositphotos.com / Saaaaa

Natureza a poucos minutos do centro histórico

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos avança sobre o município e oferece trilhas para todos os níveis. A travessia Petrópolis–Teresópolis, com cerca de 30 km, é considerada uma das caminhadas mais bonitas do país. Para quem prefere algo mais leve, cachoeiras e piscinas naturais ficam a menos de 30 minutos do centro. O bairro de Itaipava, a 25 km, combina restaurantes sofisticados, vinícolas e feirinhas de fim de semana.

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Quando subir a serra

O clima subtropical de altitude mantém Petrópolis mais fresca que o litoral o ano inteiro. O inverno seco é a alta temporada. No verão, chuvas são frequentes, mas manhãs abertas permitem passeios pelos museus.

Guia de sazonalidade: Cidade Imperial, Cerveja e Serra
Planejamento climático para aproveitar a Bauernfest, os jardins e Itaipava
Estação
Meses
Temperatura
Chuva
O que fazer
☀️ Verão
Dez-Fev
18-27 °C
Alta
Visite os museus pela manhã e aproveite para fazer trilhas leves.
🍂 Outono
Mar-Mai
14-24 °C
Média
Caminhe pelos jardins imperiais e aproveite a rica gastronomia local.
🥨 Inverno
Jun-Ago
10-20 °C
Baixa
Curta a Bauernfest, os tradicionais fondues e o famoso circuito cervejeiro.
🌸 Primavera
Set-Nov
15-25 °C
Média
Aproveite os parques, os passeios em Itaipava e as feiras ao ar livre.

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Uma cidade histórica do Rio de Janeiro têm chamado atenção por ser uma das mais tranquilas para viver
Petrópolis oferece museus interativos, trilhas na serra e tours em fábricas de cerveja imperdíveis. // Créditos: depositphotos.com / dabldy

Como chegar à Cidade Imperial

Petrópolis fica a 68 km do centro do Rio de Janeiro pela BR-040, cerca de 1h15 de carro. Ônibus da Viação Única partem da Rodoviária Novo Rio com frequência ao longo do dia. O aeroporto mais próximo é o Santos Dumont, a 73 km. Quem vem de São Paulo percorre aproximadamente 430 km pela Via Dutra e depois acessa a BR-040.

O charme de uma cidade que ainda tem cheiro de corte

Petrópolis guarda em cada esquina a memória de um Brasil que foi monarquia. Poucos lugares no país oferecem essa mistura de acervo imperial, natureza de serra e cultura cervejeira centenária, tudo a pouco mais de uma hora do Rio.

Você precisa subir a serra, calçar as pantufas no Museu Imperial e brindar com uma Bohemia gelada no mesmo lugar onde a cerveja brasileira nasceu.