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Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia para corrigir a diástase de Isabella Scherer
O Dr. Jairo Casali explicou sobre a diástase, assunto que é um drama na vida de muitas mulheres
Isabella Scherer, atriz, vai se submeter a uma cirurgia para corrigir a diástase, hérnia umbilical e flacidez derivadas da sua primeira gestação, em que teve filhos gêmeos, Mel e Bento.
A atriz já falou abertamente sobre o assunto após ser alvo de comentários maldosos por postar cliques na praia em que aparece diástase. “Às vezes fico insegura. Tudo que posto falam: ‘ barriga pra frente!’ Vocês acham que isso é legal? Essa é a minha barriga. Ela é para frente por causa de diástase, hérnia, gêmeos, flacidez. Vocês merecem mesmo ter só influenciador que mexe na própria foto e não aceita o próprio corpo. Aí fica todo mundo muito ruim da cabeça”, desabafou na ocasião em seu perfil nas redes.
Para esclarecer o assunto, o Dr. Jairo Casali, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), vai desmistificar o assunto, que é um drama na vida de muitas mulheres, em entrevista exclusiva ao Observatório dos Famosos.
OBS: Quais são as características principais de uma mulher com diástase?
Jairo: A diástase é o afastamento dos músculos retos do abdômen, o que é relativamente comum após a gestação. Entre os principais sinais estão a sensação de abdômen sempre “estufado” ou projetado para frente, mesmo em mulheres magras, flacidez abdominal, dificuldade em contrair a barriga e, em alguns casos, dor lombar ou fraqueza na região ao redor do umbigo. Algumas vezes são acompanhados de hérnias. Muitas mulheres também percebem um “afundamento” ou uma espécie de saliência no meio da barriga ao fazer esforço ou tentar levantar o tronco.
OBS: É algo que independe da idade da mulher ou acomete mais mães jovens?
Jairo: A diástase pode acontecer em mulheres de qualquer idade. O fator mais determinante não é a idade, mas sim as mudanças provocadas pela gestação no abdômen. Gravidez de bebês maiores, gestações múltiplas, ganho de peso elevado na gravidez e características da elasticidade da pele e da musculatura podem influenciar no desenvolvimento da condição.
OBS: Existem medidas para se evitar ou minimizar a situação?
Jairo: Algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco ou minimizar o grau da diástase. Entre elas estão o fortalecimento da musculatura abdominal profunda antes e após a gestação, o acompanhamento com fisioterapia especializada, controle adequado do ganho de peso durante a gravidez e exercícios orientados no pós-parto. No entanto, em alguns casos, mesmo com todos os cuidados, a separação muscular pode ocorrer devido às mudanças naturais do corpo na gestação.

OBS: Uma mulher com diástase pós-parto e que não procura tratamento. Quais as consequências ao longo dos anos?
Jairo: Quando a diástase é leve, muitas vezes não causa grandes problemas, apenas alteração da estética. Mas, nos casos mais acentuados, a falta de tratamento pode levar ao enfraquecimento da parede abdominal, dores lombares frequentes, alterações posturais e até maior risco de hérnias abdominais. Além disso, muitas mulheres relatam incômodo estético persistente, com dificuldade de recuperar o contorno abdominal mesmo com dieta e exercícios físicos.
OBS: A cirurgia é dolorosa? Quanto tempo leva o período de recuperação?
Jairo: A cirurgia para correção da diástase geralmente é feita associada à abdominoplastia e é realizada com anestesia geral. No pós-operatório, pode haver desconforto moderado nos primeiros dias, mas ele costuma ser bem controlado com medicações. O período inicial de recuperação costuma durar cerca de duas a três semanas, quando a paciente precisa evitar esforços físicos. Já o retorno completo às atividades físicas normalmente acontece após cerca de um mês após a cirurgia, sempre com acompanhamento médico e de fisioterapeuta.
O texto Tudo o que você precisa saber sobre a cirurgia para corrigir a diástase de Isabella Scherer foi publicado primeiro no Observatório dos Famosos.
