Ignorar a troca de velas pode gerar consumo alto e perda de potência do carro - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Últimas Notícias

Ignorar a troca de velas pode gerar consumo alto e perda de potência do carro

Ignorar a troca de velas pode custar caro no consumo e no motor

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Ignorar a troca de velas pode gerar consumo alto e perda de potência do carro
Velas ruins aumentam consumo de combustível - Créditos: (depositphotos.com / norgallery)

Quem dirige já percebeu quando o carro começa a ficar mais “amarrado”, gastando mais combustível do que o normal. Em muitos casos, o motivo está em uma peça pequena, escondida no motor: a vela de ignição, essencial para o bom funcionamento, o desempenho e o consumo equilibrado do veículo.

Como saber o momento certo para trocar as velas do carro

O intervalo de troca das velas varia conforme o tipo de peça e o projeto do motor. Em muitos carros com velas comuns, a substituição acontece por volta dos 30 mil quilômetros, enquanto velas de iridium ou platina podem chegar perto dos 80 mil quilômetros, sempre dependendo das condições de uso.

Combustível de má qualidade reduz bastante a vida útil das velas, mesmo quando são de categoria superior. Antes de a peça “morrer de vez”, o carro começa a dar sinais, como aumento de consumo, retomadas mais lentas e pequenas falhas em rotações específicas ou em situações de maior exigência.

Ignorar a troca de velas pode gerar consumo alto e perda de potência do carro
Velas ruins aumentam consumo de combustível – Créditos: (depositphotos.com / norgallery)

Quais sintomas indicam velas ruins e o que pode confundir o diagnóstico

Os sintomas mais comuns de velas desgastadas aparecem no dia a dia sem fazer barulho: o carro roda menos quilômetros com o mesmo tanque, apresenta engasgos leves e às vezes demora mais para pegar na primeira partida. Isso acontece porque a vela não produz uma faísca forte e estável, prejudicando a queima do combustível.

Esses sinais, porém, não são exclusivos das velas e podem ser causados por outras partes do sistema de ignição, como cabos de vela e bobina. Em muitos casos, o mecânico avalia o conjunto inteiro antes de decidir o que trocar, principalmente em carros modernos com bobinas individuais por cilindro.

Passo a passo simples para trocar as velas sem dor de cabeça

Em carros que ainda utilizam cabos de vela, um cuidado importante é não desconectar todos ao mesmo tempo. A forma mais segura é substituir uma vela por vez, retirando o cabo, desrosqueando a vela antiga, comparando com a nova e só então instalando a peça de reposição, evitando erros na ordem de ignição.

O processo costuma seguir uma linha bem objetiva, permitindo que mesmo quem não tem muita prática consiga realizar o serviço com calma e atenção aos detalhes.

  • Puxar o cabo de vela pela base, com cuidado, até liberar o acesso à vela;
  • Encaixar o pito de vela com o prolongador e soltar a peça antiga, sem forçar em excesso;
  • Comparar visualmente vela velha e nova, verificando comprimento, rosca e formato do eletrodo;
  • Rosquear a vela nova inicialmente com a mão, para garantir que a rosca está entrando alinhada;
  • Dar o aperto final com a ferramenta, apenas até encostar e aplicar um pequeno torque adicional;
  • Recolocar o cabo de vela (ou a bobina individual) até sentir que encaixou totalmente;
  • Repetir o procedimento em cada cilindro, conferindo no final se todos os conectores estão firmes.

Confira a publicação do Aprenda Sobre Carros, no YouTube, com a mensagem “Como trocar as velas do carro e recuperar potência”, destacando Dica prática de manutenção do motor, Conteúdo técnico com foco em desempenho e economia e o foco em Ajudar motoristas a melhorar o funcionamento:

Quais cuidados extras ter com regulagem, rosca e primeiros testes

As velas modernas já saem de fábrica com a abertura do eletrodo regulada, ou seja, a distância entre a ponta central e o contato lateral. Se a peça cair no chão ou sofrer pancada nessa região, essa medida pode se alterar e comprometer a qualidade da faísca, prejudicando o desempenho do motor.

Na instalação, se a vela oferecer muita resistência logo no começo da rosca, o ideal é parar, retirar e conferir o alinhamento. Forçar pode espanar a rosca do cabeçote e gerar um reparo caro. Após concluir a troca, dê a primeira partida com atenção, verificando se o motor funciona redondo, sem falhas e sem aumento anormal de vibração.