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O produtor que aposta em novilhas de alta genética para tirar mais leite no curral

Entre genética, manejo ajustado e olho apurado na escolha, algumas novilhas acabam se tornando peças decisivas no resultado do curral

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O produtor que aposta em novilhas de alta genética para tirar mais leite no curral
Novilhas leiteiras de alta genética podem aumentar a produtividade e melhorar a eficiência do rebanho

Em muitas propriedades de leite no Brasil, a aposta em novilhas leiteiras de alta genética deixou de ser detalhe e se tornou o eixo central do negócio. Com preços apertados e custos em alta, o produtor busca animais que entreguem mais leite com o mesmo ou menor investimento em manejo. Nesse cenário, a escolha das novilhas, o manejo simples e bem-feito e o foco em qualidade de leite influenciam diretamente o caixa do curral e a continuidade da atividade ao longo dos anos.

Por que a genética bovina é decisiva na produção de leite?

A genética bovina direciona o teto produtivo de uma novilha e define até onde o manejo consegue chegar. Mesmo com dieta equilibrada e boas instalações, um animal com potencial genético limitado dificilmente alcança altos volumes de leite. Por isso, produtores observam formato e inserção de úbere, sanidade de patas, capacidade de ingestão de alimento e histórico de produção de mães e irmãs.

Uma estratégia comum é adquirir novilhas já paridas ou próximas do parto, quando já é possível avaliar o úbere, o temperamento na ordenha e os primeiros litros produzidos. A seleção com touros provados, uso de inseminação artificial e, em algumas fazendas, fertilização in vitro acelera o ganho genético, permitindo formar gerações capazes de alcançar 40 a 50 litros diários em sistemas bem ajustados.

O produtor que aposta em novilhas de alta genética para tirar mais leite no curral
A seleção certa de novilhas pode mudar o volume de leite e o futuro da propriedade

Quais características diferenciam novilhas leiteiras de alto volume?

Algumas novilhas leiteiras se destacam não só pela quantidade de litros produzidos, mas pela combinação de volume, longevidade e fertilidade. Uma novilha jovem produzindo em torno de 50 litros de leite por dia indica potencial imediato e tendência de se tornar uma vaca de muitos partos, se o manejo acompanhar. Estrutura de úbere firme, tetos bem posicionados, boa abertura de costelas e aprumos corretos são fundamentais.

A docilidade e a capacidade de adaptação ao curral leiteiro também diferenciam esses animais. Novilhas que entram na ordenha sem estresse reduzem risco de mastite, evitam acidentes e tornam a rotina mais fluida. Muitas dessas características são influenciadas pela genética, mas podem ser reforçadas desde a fase de bezerra, com manejo calmo, ambientes limpos e contato frequente com pessoas.

Como o manejo e a dieta impactam o volume de leite?

Mesmo com genética de ponta, o resultado no balde depende diretamente do manejo de vacas leiteiras e da alimentação. A lógica de fazendas rentáveis é oferecer dieta equilibrada, sem luxo desnecessário, porém constante e bem distribuída ao longo do dia. Volumoso de qualidade, ração ajustada à produção, sal mineral adequado e água limpa em abundância formam a base da dieta.

Além da composição, a regularidade do trato é decisiva para que novilhas e vacas mantenham condição corporal. Uma novilha capaz de chegar aos 50 litros diários precisa de energia e proteína suficientes para produção e manutenção. A seguir, estão os principais componentes da dieta que sustentam altos volumes de leite:

  • Volumoso: silagem bem fermentada ou pasto de alta qualidade;
  • Concentrado: ajustado por faixa de produção de leite;
  • Minerais e aditivos: suporte para saúde, reprodução e imunidade;
  • Água: acesso livre, limpa e em quantidade adequada ao consumo diário.

Conteúdo do canal EDUARDO PÁDUA, com mais de 541 mil de inscritos e cerca de 183 mil de visualizações, reunindo vídeos sobre pecuária leiteira, manejo no campo e experiências que mostram os desafios e avanços da produção rural:

Como a qualidade do leite e o curral influenciam o retorno financeiro?

Em um mercado em que o preço base do litro muitas vezes não cobre todos os custos, a qualidade do leite se torna ferramenta importante de melhora na remuneração. Índices como contagem de células somáticas, contagem bacteriana total, teor de gordura e proteína costumam ser usados pelas indústrias para bonificações. Rebanhos com boa sanidade de úbere, rotina de pré e pós-dipping e resfriamento eficiente atingem padrões mais altos.

A estrutura do curral leiteiro também interfere nesses resultados e no bem-estar. Fossos de ordenha bem construídos, piso com boa drenagem, sombreamento adequado e área de espera confortável reduzem estresse térmico e escorregões. Pequenas melhorias, como pista de trato cimentada, ventilação e ordenhadeira bem regulada, já impactam produtividade, qualidade e conforto de animais e funcionários.

De que forma tradição familiar e inovação sustentam o aumento de volume de leite?

A busca por maior volume de leite muitas vezes está ligada à continuidade da atividade entre gerações. Em várias famílias, a rotina do curral começou com estruturas simples, capineira manual e poucas vacas, evoluindo para sistemas mais tecnificados, com foco em genética de novilhas, manejo de precisão e controle de custos. Essa transição une a experiência de décadas com a visão de novas tecnologias e exigências de mercado.

Criar novilhas leiteiras de alto desempenho reúne técnica e história, exigindo seleção criteriosa, paciência para “lapidar” cada animal e disciplina no trato diário. Em um setor pressionado por oscilações de preço, rebanhos que alinham genética consistente, manejo simples e eficiente e boa estrutura de curral têm mais condições de permanecer na atividade e projetar crescimento dentro da realidade do campo brasileiro.