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SUS passa a oferecer teste rápido para diagnóstico precoce da dengue

Incorporação do exame NS1 pelo Ministério da Saúde permite identificar a doença nos primeiros dias de infecção e reforça estratégias de combate ao mosquito no Sistema Único de Saúde.

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Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde incorporou o teste rápido NS1, usado para detectar a presença da proteína específica liberada pelo vírus da dengue no sangue logo no início da infecção, na tabela de procedimentos custeados pelo SUS. 

O teste é mais rápido do que os exames de anticorpos, que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus, o que geralmente acontece após o sexto dia de infecção. 

A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com o subsecretário de promoção da saúde, atenção primária e vigilância em saúde do Rio, Renato Cone, que explicou algumas medidas tomadas pela Secretaria para o combate à proliferação do mosquito. 

“As equipes de vigilância em saúde vão ao território motivadas pelas denúncias feitas no canal da ouvidoria, no 1746, ou pelo mapeamento que temos do território. Nessas visitas há aplicação dos produtos para matar os criadores do mosquito, eliminação mecânica dos focos e […] entrada com medidas judiciais em terrenos baldios, em ambientes que estejam fechados, mas que sejam claramente focos de proliferação desses mosquitos.” -destacou o subsecretário.

Cone também ressaltou que, para além do teste, é importante o acompanhamento médico nos casos de dengue, em que um médico ou um enfermeiro bem treinado avalie o paciente, para que possa ser definido, com maior segurança, se há a presença ou não da doença, mesmo com o resultado negativo de um teste.

“Atualmente existem duas vacinas contra a dengue, uma é a Quedenga, que foi inicialmente comprada pelo Ministério da Saúde e que dá destinada às pessoas entre 10 e 14 anos, e a outra é a vacina produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, que foi recentemente incorporada pelo Ministério da Saúde e que tem atualmente como público-alvo os trabalhadores da saúde até 59 anos.” – reforçou o subsecretário, afirmando que a melhor forma de prevenção é a vacina, explicando quem pode receber a dose. 

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, no ano passado, a cidade do Rio registrou mais de 9.200 casos de dengue, além de quatro óbitos pela doença. 

Em 2026, já foram registrados mais de 1.550 casos.