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Motoristas são autuados por cobrar corridas abusivas no Aeroporto do Galeão
RioGaleão autuado, veículos interditados e assédio coibido em operação contra clandestinosUma operação de fiscalização conjunta no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, resultou na autuação da administradora do terminal e na interdição de dez veículos que operavam de forma irregular. A ação teve como foco combater o transporte clandestino e coibir práticas abusivas contra passageiros, especialmente turistas.
Equipes de fiscalização identificaram motoristas nas imediações do aeroporto oferecendo corridas com valores abusivos, que chegavam a R$ 300,00, sem qualquer tipo de credenciamento legal. A prática, além de irregular, expõe os consumidores a riscos de fraude e falta de segurança.
Na área de desembarque internacional, um motorista de táxi não autorizado foi flagrado tentando enganar passageiros. Vestido de forma a simular um serviço regular, ele cobrava valores por fora, sem uso do taxímetro, e simulava preços de aplicativos para induzir usuários ao erro. O condutor foi imediatamente autuado.
Administradora autuada
Diante das irregularidades constatadas dentro das instalações, a administradora do aeroporto também foi autuada. Os órgãos de defesa do consumidor argumentam que a responsável pelo terminal deve garantir que todos os serviços operem dentro da lei e com segurança. Foi concedido prazo legal para apresentação de um plano de ação com medidas para coibir as práticas.
Durante as abordagens nas áreas de embarque e desembarque, foram interditados veículos de diversas categorias, incluindo táxis e carros de aplicativo. As infrações incluíam problemas graves de segurança, como pneus em mau estado de conservação e ausência da vistoria obrigatória para sistemas de GNV.
A operação foi realizada por órgãos estaduais de defesa do consumidor, com apoio de equipes de transporte, trânsito e da Polícia Militar. O objetivo foi assegurar um ambiente seguro e justo para quem chega e parte do Rio de Janeiro.
O secretário estadual de Defesa do Consumidor destacou a postura rigorosa da fiscalização. “Não vamos tolerar a atuação de transportes clandestinos, muito menos práticas que induzam o consumidor ao erro, especialmente em um dos principais acessos dos turistas”, afirmou. Segundo ele, a expectativa é que visitantes encontrem um ambiente confiável, seguro e organizado, com responsabilidade direta da administradora sobre os serviços oferecidos no local.