Basquete
Oscar Schmidt: do amor pelo Santos à idolatria eterna no Corinthians
Ídolo do basquete brasileiro, Oscar Schmidt começou como torcedor do Santos FC inspirado por Pelé, mas mudou de lado após brilhar e conquistar título pelo Corinthians.
Oscar Schmidt: de torcedor do Santos a ídolo eterno do Corinthians
Um coração alvinegro por toda a vida. O legado de Oscar Schmidt, que faleceu nesta sexta-feira, vai muito além das quadras. Ídolo do basquete brasileiro, ele também construiu uma curiosa trajetória como torcedor de futebol, marcada pela paixão inicial pelo Santos FC e, posteriormente, pela identificação com o Corinthians.
Infância marcada por Pelé e pelo Santos
Nascido em fevereiro de 1958, Oscar cresceu durante o auge do Santos de Pelé. Por isso, desde cedo, desenvolveu uma forte admiração pelo clube da Baixada Santista. Ao mesmo tempo, cultivava simpatia pelo Fluminense, especialmente nas brincadeiras de futebol de botão, um de seus passatempos favoritos na infância.
Início no Palmeiras e primeiros passos no basquete
No entanto, quando iniciou sua trajetória profissional, Oscar deixou as preferências clubísticas em segundo plano. Ele começou no basquete do Palmeiras e estreou na equipe adulta em 1975, no ginásio do Sírio. Curiosamente, foi nesse mesmo local que, anos depois, conquistaria um título mundial.
Além disso, quem abriu as portas para o jovem talento foi Wlamir Marques, outro nome histórico da modalidade. Na estreia, Oscar marcou apenas quatro pontos; ainda assim, aquele foi o primeiro passo de uma carreira que alcançaria impressionantes 49.973 pontos.

Título nacional e destaque nas quadras
Posteriormente, já consolidado como destaque, Oscar viveu um dos momentos mais importantes no Palmeiras. Em 1977, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro ao vencer o Flamengo. Naquela época, o time também popularizou jogadas como a “ponte aérea” com Carioquinha, encantando os torcedores.
Consagração no Corinthians e mudança de coração
Por outro lado, foi no Corinthians que Oscar transformou sua relação com o futebol. Entre 1995 e 1997, ele vestiu a camisa do clube e liderou a equipe na conquista do Campeonato Brasileiro de 1996.
Dessa forma, além do título, ele terminou como cestinha e foi eleito o MVP da competição. Como resultado, criou uma conexão profunda com a torcida corintiana e passou a se declarar torcedor do clube.
Em entrevista, o próprio Oscar resumiu essa virada:
“Foi o Campeonato Brasileiro que me fez virar a casaca. Torcia pelo Santos e virei corintiano.”
Legado dentro e fora das quadras
Assim, Oscar Schmidt não apenas construiu uma das maiores carreiras da história do basquete mundial, como também deixou sua marca na cultura esportiva brasileira. Seja pelo talento nas quadras ou pela autenticidade fora delas, sua trajetória segue como referência para diferentes gerações.