Esportes
Morte de Oscar Schmidt: fãs lamentam perda do “Mão Santa”; “Grande ídolo da nossa nação”
Reportagem ouve torcedores que acompanharam a carreira do 'Mão Santa' e relembram seu legado
O basquete brasileiro perdeu sua maior estrela. Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), em São Paulo, aos 68 anos, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória. O corpo do ex-atleta foi cremado já no sábado, em uma cerimônia restrita aos familiares.
A reportagem da Super Rádio Tupi foi às ruas neste sábado (18) ouvir torcedores abalados com a morte de Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro e um dos maiores atletas do esporte.
Prioridade à seleção e caráter nacional
Nas ruas, o clima é de profunda tristeza pela partida do “Mão Santa”. O vendedor Jeferson da Silva lembrou que o craque chegou a recusar convites da NBA para não perder o direito de defender o Brasil. Na época, as regras impediam jogadores da liga americana de atuarem por suas seleções.
Para Jeferson, Oscar era um homem de caráter comparável a Ayrton Senna.
“Grande ídolo da nossa nação. Meus sentimentos à família. Oscar, Senna… Eu não gostava de basquete, mas parava para ver ele. Um homem de caráter.”
A trajetória de Oscar no Flamengo também deixou marcas profundas. O servidor público Paulo Gumes recordou com saudade o período em que o ídolo vestiu a camisa rubro-negra e conquistou dois títulos do Campeonato Carioca.
“Teve uma carreira excelente, fico triste. É uma referência como homem e atleta. Uma grande perda.”

Impacto comparado ao legado de Pelé
O impacto de Oscar foi capaz de formar novos fãs para a modalidade. O contador Marcos Raposo, de 57 anos, revelou que seu interesse pelo basquete surgiu ainda na juventude, motivado exclusivamente pelo talento do eterno camisa 14 da seleção brasileira.
“Tenho 57 anos e, na minha adolescência, passei a me interessar por basquete por conta do Oscar. Ele está assim como Pelé, mas no basquete. Oscar é único.”
As homenagens de admiradores e amigos marcaram o sábado de luto, conforme registrado pela reportagem da Super Rádio Tupi. O legado do maior pontuador da história do basquete segue vivo.