Esportes
STJD pune Corinthians por episódio de racismo contra Carlos Miguel
Pleno mantém multa, retira perda de mando e impõe sanção após ofensa a Carlos Miguel, goleiro do Sociedade Esportiva Palmeiras, no clássico contra o Sport Club Corinthians Paulista
O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) definiu nesta sexta-feira (24) a punição final ao Sport Club Corinthians Paulista pelo caso de racismo registrado no clássico contra o Sociedade Esportiva Palmeiras, disputado no último dia 12, na Neo Química Arena.
Inicialmente, o clube havia sido punido com multa de R$ 80 mil e a perda de um mando de campo. No julgamento em segunda instância, porém, o Pleno decidiu, por maioria, retirar a perda de mando e substituí-la pelo fechamento do setor Oeste Inferior do estádio — local onde estava o torcedor responsável pela ofensa ao goleiro Carlos Miguel. A multa foi mantida, e a sanção passará a valer assim que a decisão for oficialmente publicada. A tendência é que a punição seja cumprida no clássico contra o São Paulo Futebol Clube, no dia 10 de maio.
Além disso, o Corinthians conseguiu reduzir outras penalidades aplicadas anteriormente. O lateral-direito Matheuzinho teve sua suspensão diminuída de quatro para dois jogos após lance envolvendo o atacante Flaco López. Já o goleiro Hugo Souza, punido por críticas à arbitragem em entrevista, teve a pena reduzida de duas para uma partida.
O clube também foi absolvido no caso envolvendo um drone que sobrevoou o estádio carregando um porco de pelúcia durante o clássico — episódio que havia gerado uma multa inicial de R$ 10 mil.
O julgamento é desdobramento dos incidentes ocorridos no empate por 0 a 0 entre Corinthians e Palmeiras, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcado por expulsões, confusão entre atletas e membros das comissões técnicas, além da denúncia de ato discriminatório por parte de um torcedor.
O caso de racismo, considerado o mais grave, motivou a principal punição ao clube. Paralelamente, outros episódios da partida — como atrasos, tumultos e invasões de objetos no campo — também foram analisados pelo tribunal.
Fora da esfera esportiva, o episódio envolvendo agressão ao atacante Luighi segue sob análise do Ministério Público, que avaliará se o caso será levado adiante ou arquivado.