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A psicologia afirma que pessoas que cresceram sem receber muitos elogios não só têm dificuldade em lidar com elogios na vida adulta, como também desenvolvem um sistema interno de validação

Falta de validação molda autoestima e comportamento adulto

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A psicologia afirma que pessoas que cresceram sem receber muitos elogios não só têm dificuldade em lidar com elogios na vida adulta, como também desenvolvem um sistema interno de validação
Pessoas sem muitos elogios na infância podem estranhar reconhecimento na vida adulta

A forma como uma pessoa passa a enxergar quem é, o que merece e até onde pode chegar costuma ser moldada ainda na infância, quando olhares de atenção, gestos de cuidado, comentários simples e até o silêncio dos adultos constroem, pouco a pouco, uma ideia de valor pessoal que influencia a autoestima, a reação a elogios e críticas e a maneira de se relacionar com expectativas na vida adulta.

Como a autoestima infantil é formada e por que os elogios importam

Autoestima, influenciada pela forma como cuidadores validam emoções, esforços e conquistas da criança. Quando há incentivo equilibrado, ela tende a desenvolver uma noção mais estável de valor próprio e maior segurança em seus comportamentos.

Em contextos com poucos elogios, críticas constantes ou indiferença, surgem dúvidas internas e autocrítica intensa, mesmo diante de bons resultados. Isso não determina um destino fixo, mas pode tornar mais difícil confiar no próprio valor e integrar reconhecimentos externos na vida adulta.

A psicologia afirma que pessoas que cresceram sem receber muitos elogios não só têm dificuldade em lidar com elogios na vida adulta, como também desenvolvem um sistema interno de validação
Pessoas pouco elogiadas podem desenvolver uma autoestima mais silenciosa

Como a validação interna e a autossuficiência emocional se desenvolvem

O conceito de validação interna descreve o processo em que a pessoa aprende a reconhecer o próprio valor sem depender o tempo todo da opinião alheia. Diante da falta de elogios, o cérebro passa a organizar o que é “bom” ou “ruim” por meio de regras pessoais, metas próprias e padrões internos rígidos.

Com o tempo, esse funcionamento pode se consolidar em um sistema de avaliação próprio, mais forte que o externo. A autoestima fica menos ligada a aplausos imediatos e mais conectada a resultados e critérios individuais, o que gera autonomia, mas também pode sustentar uma dureza consigo mesmo difícil de flexibilizar.

  • Menor busca por aprovação constante: decisões importantes tendem a ser tomadas com base em critérios internos.
  • Autocrítica elevada: erros pequenos podem ser vistos como falhas significativas.
  • Dificuldade em absorver elogios: o reconhecimento é escutado, mas não necessariamente integrado à autoimagem.
  • Sensação de distância emocional: palavras de incentivo podem soar formais ou pouco familiares.

Por que o elogio pode causar desconforto na vida adulta

Para quem cresceu sem muitos comentários positivos, o elogio na fase adulta pode soar fora de contexto e despertar estranhamento ou suspeita. O cérebro foi treinado a funcionar sem esse tipo de reforço, e não há um “caminho pronto” para receber o reconhecimento de forma natural.

Nesses casos, é comum desviar o assunto, minimizar o próprio esforço, atribuir conquistas à sorte ou a terceiros e apontar falhas logo após o comentário positivo. Esse comportamento protege uma imagem interna baseada em autossuficiência, ainda que gere distância emocional em relações afetivas e profissionais.

  • Reação imediata de desconforto: o elogio é recebido com surpresa ou constrangimento.
  • Questionamento da intenção: surge dúvida se o outro está sendo sincero ou apenas educado.
  • Desvalorização do mérito: a conquista é atribuída a fatores externos.
  • Dificuldade de manter o foco no reconhecimento: a conversa rapidamente muda de tema.
A psicologia afirma que pessoas que cresceram sem receber muitos elogios não só têm dificuldade em lidar com elogios na vida adulta, como também desenvolvem um sistema interno de validação
Ausência de elogios na infância – Créditos: (depositphotos.com / DragosCondreaW)

Como construir uma autoestima saudável integrando validação interna e externa

Uma autoestima saudável combina um senso interno de valor com a capacidade de receber, de forma equilibrada, o olhar dos outros. Quando apenas a validação interna conta, elogios são descartados, críticas podem ser superdimensionadas e vínculos afetivos se tornam mais distantes.

O passado de poucos elogios não impede mudanças: relações estáveis, acompanhamento terapêutico e reflexão sobre a própria história ajudam a flexibilizar padrões. Assim, a autoestima passa a incluir novos modos de se reconhecer, unindo critérios pessoais firmes e abertura para gestos cotidianos de carinho, respeito e admiração.