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Bailarina e Ratinho fazem acordo após acusação de racismo em programa
Apresentador e ex-integrante de seu balé chegaram a um consenso após acusação de racismo
Encerrada na semana passada, a briga judicial entre o apresentador Ratinho e a bailarina Cintia Mello chegou a um acordo homologado pela Justiça. Ela havia entrado com um processo pedindo R$ 2 milhões em indenização por danos morais, acusando o comunicador do SBT de racismo durante uma atração ao vivo.
O caso teve origem em 1º de abril de 2024, quando Ratinho fez comentários sobre o cabelo de Cintia durante o programa. Ao ver o black power da dançarina, o apresentador disse: “Cintia, essa peruca sua é a mais bonita.” Ela rebateu imediatamente: “Não é peruca, é o meu cabelo. Hoje é o meu cabelo.” Ratinho insistiu no tema e ainda pediu a uma assistente que puxasse os fios da bailarina, acrescentando: “Eu vi um piolhinho.” Menos de três semanas depois, Cintia pediu demissão do programa, encerrando quase nove anos como integrante do ballet.
😨 ✊🏿 Bailarina Cíntia Cristina de Mello entra na Justiça contra Ratinho e pede R$ 2 milhões, alegando racismo em episódio em que o apresentador do SBT comentou sobre seu cabelo, questionou se era peruca e insinuou a presença de piolhos.pic.twitter.com/kjkelDFugx
— République (@republiqueBRA) December 12, 2025
Pedido de desculpas públicas em 20 programas
Além da indenização milionária, Cintia também exigia que Ratinho lesse um pedido de desculpas em 20 programas diferentes e publicasse a sentença em jornais de grande circulação por 30 dias consecutivos.
O acordo firmado entre as partes inclui uma cláusula de confidencialidade, o que impede a divulgação dos valores acertados. O trato também proíbe manifestações públicas de ambos os lados sobre o caso, e o processo deve ser arquivado.
Na defesa, Ratinho alegou que tinha “um grande laço de amizade” com a bailarina e que ela “costumeiramente usava perucas no programa”. O apresentador também sustentou que Cintia lhe enviou mensagens de áudio após o episódio, nas quais teria dito que a “brincadeira” não teve caráter racista. O comunicador enfrenta outro processo recente, no qual foi condenado por propaganda enganosa.