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A cidade onde fontes termais de mil anos chegam a 50°C e formam piscinas naturais de águas cristalinas e terapêuticas
Onde a natureza cria piscinas quentes em meio ao cenário natural.
A 170 km de Goiânia, Caldas Novas é conhecida pelas águas termais que brotam naturalmente entre 43°C e 70°C. Apesar do imaginário popular, esse fenômeno não tem relação com atividade vulcânica.
O caminho subterrâneo das águas termais
Durante muito tempo, acreditou-se que o calor das fontes vinha de um vulcão extinto. Na verdade, a explicação é geológica. Segundo o Ministério do Turismo, tudo começa com a chuva que cai sobre a Serra de Caldas, infiltra-se nas rochas e desce por fissuras até cerca de mil metros de profundidade.
Nesse trajeto, o calor natural da Terra, conhecido como gradiente geotérmico — aquece a água a aproximadamente 60°C. Ao retornar à superfície, ela alimenta as piscinas termais com um detalhe impressionante: pode ter até mil anos de idade. Junto com Rio Quente, Caldas Novas forma a maior estância hidrotermal do planeta.

A área protegida que garante o ciclo das águas termais
Sem a serra preservada pelo cerrado, o fenômeno simplesmente não existiria. O Parque Estadual da Serra de Caldas Novas foi instituído pela Lei nº 7.282, em 1970, justamente para proteger a zona de recarga dos aquíferos que alimentam as fontes de Caldas Novas.
Com 12.315 hectares distribuídos entre Caldas Novas e Rio Quente, a unidade de conservação reúne trilhas que levam a cachoeiras de água fria, conforme a Goiás Turismo. O contraste entre os banhos gelados nas quedas e as piscinas naturalmente quentes da região faz parte da experiência que define o destino.
O vídeo do canal “3em3” apresenta os melhores passeios em Caldas Novas, Goiás, a famosa cidade das águas quentes. O roteiro foca principalmente nos parques aquáticos e em uma opção cultural relaxante.
O que fazer em Caldas Novas além das piscinas?
Os parques aquáticos dominam o cenário, mas a cidade guarda um circuito cultural e natural que rende dias inteiros. Vale reservar pelo menos uma manhã para o cerrado.
- Hot Park: o mais famoso parque aquático da região, localizado na vizinha Rio Quente, com piscinas termais, toboáguas e praia artificial.
- Trilha da Cascatinha: percurso curto de 716 metros dentro do PESCAN que termina em uma queda de água gelada cercada de mata.
- Trilha do Paredão: caminhada de 1,1 km no parque até um mirante com vista panorâmica do cerrado e da cidade.
- Lago Corumbá: espelho d’água de 65 km² indicado para passeios de barco, pesca esportiva e esportes náuticos.
- Praça Mestre Orlando: centro histórico com a igreja matriz de 1850, chafariz e calçadão de bares e restaurantes.
O sabor do cerrado em pratos típicos goianos
A culinária da cidade é a goiana raiz, com ingredientes do cerrado e influência do interior. Os mercados e cachaçarias são parada obrigatória.
- Empadão goiano: torta recheada com frango, linguiça, queijo, azeitona e ovos, servida em pedaços generosos como prato principal.
- Galinhada com pequi: arroz amarelo, frango caipira e o fruto símbolo do cerrado, com sabor marcante.
- Pamonha salgada: massa de milho verde recheada com queijo e linguiça, vendida em pamonharias por toda a cidade.
- Sorvete de pequi: a versão doce do fruto, servida nas feiras e sorveterias do centro.

Qual a melhor época para visitar Caldas Novas?
As piscinas funcionam quentes o ano todo, mas o clima da cidade tem duas estações bem marcadas. A seca, entre maio e setembro, é mais agradável para circular fora dos hotéis.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à cidade das águas quentes?
De Goiânia, são cerca de 170 km pela BR-153 e GO-139, em um trajeto de aproximadamente duas horas. De Brasília, a distância é de 300 km com acesso pela BR-040 e BR-352.
A cidade conta com o Aeroporto Nelson Ribeiro Guimarães, que recebe voos regulares e é o segundo maior terminal de passageiros de Goiás. Linhas rodoviárias chegam diariamente das principais capitais do Centro-Oeste e do Sudeste.
Mergulhe no oásis quente do cerrado
Caldas Novas une o conforto das piscinas naturalmente aquecidas, a hospitalidade goiana e o cerrado preservado bem ao lado do centro. Poucos destinos brasileiros entregam descanso e ecoturismo a tão pouca distância um do outro.
Você precisa pelo menos uma vez na vida sentir o que é mergulhar em uma água que começou como chuva mil anos atrás e descobrir por que o cerrado goiano vai muito além do que aparece nos cartões-postais.