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Os dias do Wi-Fi estão contados: foi criado um sistema sem fio que atinge velocidades de até 362 Gbps
Pesquisadores desenvolveram uma tecnologia que usa feixes de luz para transmitir dados com velocidade impressionante e menos interferência no sinal.
O novo sistema óptico sem fio superou qualquer padrão Wi-Fi existente, usando 21 lasers simultâneos em testes de laboratório.
A tecnologia consome apenas 1,4 nanojoule por bit, cerca de 50% menos do que o Wi-Fi 6 convencional.
Em vez de disputar o espectro eletromagnético, o sistema usa feixes de laser para transmitir dados com altíssima estabilidade.
Se você já ficou com raiva do Wi-Fi travando em plena videochamada ou na hora de assistir uma série, saiba que pesquisadores do Reino Unido podem ter encontrado a solução, e ela tem muito mais a ver com uma lanterna do que com uma antena.
Quando o sinal de rádio chegou no limite
O Wi-Fi tradicional foi criado para um mundo muito menos conectado. Hoje, em qualquer apartamento, celulares, notebooks, smart TVs, geladeiras inteligentes e até câmeras de segurança disputam o mesmo sinal ao mesmo tempo. O resultado é um cenário conhecido por qualquer brasileiro: interferência, lentidão e quedas de conexão nas horas mais inoportunas.
É justamente nesse ponto de saturação que surge a comunicação óptica sem fio, também chamada de “internet por luz”. Em vez de ondas de rádio, ela usa feixes gerados por lasers ou LEDs especiais, modulados com informações digitais e enviados diretamente a receptores. É como criar um corredor particular de dados no ar, sem disputar espaço com ninguém.

O que 362 Gbps significa na vida real
Em testes realizados pela Universidade de Cambridge em 2026, pesquisadores usaram 21 lasers simultâneos, cada um operando entre 13 e 19 Gbps, e chegaram a uma taxa combinada de 362,7 gigabits por segundo em um enlace de apenas dois metros. O número pode parecer abstrato, mas dá para entender melhor assim: com essa velocidade, seria possível baixar dezenas de filmes em resolução 4K em menos de um segundo.
A tecnologia por trás disso é chamada de VCSEL, ou laser de emissão superficial de cavidade vertical. Além da velocidade absurda, o sistema consome apenas 1,4 nanojoule por bit transmitido, cerca de metade do que o Wi-Fi 6 gasta. Em escala, essa diferença pode representar uma economia de energia significativa em escritórios, hospitais e centros de dados.
O que essa tecnologia promete (e o que ainda falta)
A comunicação óptica sem fio não veio para acabar com o Wi-Fi de uma vez. A proposta dos pesquisadores é que ela atue como uma camada complementar, especialmente em locais com tráfego pesado de dados. Veja os pontos mais relevantes identificados pelos especialistas até agora:
- Velocidade máxima de 362,7 Gbps, superando qualquer padrão de rede sem fio disponível no mercado.
- Consumo energético 50% menor em comparação direta com o Wi-Fi 6, tornando a tecnologia mais sustentável.
- Latência drasticamente reduzida, com vantagens claras para telemedicina, realidade virtual e videoconferências em alta resolução.
- Imunidade a interferências eletromagnéticas, um problema clássico do Wi-Fi em ambientes densamente conectados.
- Estabilidade superior em múltiplos usuários, graças ao direcionamento preciso dos feixes de luz.
O estudo foi publicado na revista Advanced Photonics Nexus e ainda está em fase experimental. A implementação em massa depende da miniaturização dos componentes e da redução dos custos de produção.
A tecnologia usa feixes de laser para transmitir dados, eliminando a disputa pelo espectro eletromagnético que causa interferência no Wi-Fi.
O sistema deve atuar junto ao Wi-Fi, assumindo conexões que exigem altíssima velocidade e baixa interferência em ambientes fechados.
A expectativa é que a tecnologia apareça primeiro em hospitais e escritórios de engenharia, antes de chegar às residências.
Quem vai sentir a diferença primeiro
Antes de chegar ao roteador da sua casa, a conectividade óptica deve aparecer em ambientes que precisam urgentemente de mais velocidade e estabilidade. Hospitais com equipamentos de telemedicina, escritórios de engenharia com transferências massivas de arquivos, aeroportos e centros de dados são os candidatos naturais a adotar a tecnologia nos próximos anos.
Para o consumidor final, a chegada depende de um avanço que os próprios pesquisadores apontam como o maior desafio: a miniaturização dos componentes e a redução do custo de produção. Quando isso acontecer, a conectividade indoor pode mudar de forma radical, com redes mais rápidas, mais eficientes e muito menos suscetíveis às quedas de sinal que irritam qualquer um.

O Wi-Fi vai sumir? A resposta é mais interessante do que parece
A comunicação óptica sem fio não é uma ameaça ao Wi-Fi, é mais como um reforço. Enquanto o Wi-Fi continua ideal para cobrir grandes áreas e garantir mobilidade, a internet por luz pode assumir as tarefas mais exigentes em espaços fechados, aliviando a sobrecarga das redes atuais. A combinação das duas tecnologias pode entregar uma experiência de conexão muito mais fluida no dia a dia.
O que está claro é que o futuro da conectividade sem fio passa pela diversificação, e a internet por laser é uma das apostas mais promissoras para os próximos anos. A era do sinal caindo na hora da série pode ter os dias contados.
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