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Universidades adotam aprendizagem experiencial

Modelos de aprendizagem prática, imersiva e intercultural têm se expandido no ensino superior internacional, acompanhando a evolução do perfil estudantil e a demanda por competências aplicáveis no mercado de trabalho.

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Modelos de aprendizagem baseados em experiências práticas, atividades imersivas e vivências interculturais vêm ganhando espaço em universidades internacionais nos últimos anos. O movimento acompanha mudanças no perfil dos estudantes e o avanço de metodologias voltadas ao desenvolvimento de competências práticas, colaboração global e adaptação profissional em diferentes contextos culturais.

De acordo com relatório publicado pelo World Economic Forum, habilidades ligadas à resolução de problemas, comunicação, pensamento analítico e adaptabilidade estão entre as competências mais demandadas no cenário profissional global. O estudo aponta que experiências práticas e ambientes de aprendizagem aplicados tendem a ganhar relevância na formação acadêmica contemporânea.

Além do crescimento da educação híbrida e digital, universidades passaram a ampliar programas de curta duração, residências acadêmicas, intercâmbios intensivos e iniciativas de experiential learning, metodologia que combina aprendizado teórico com experiências reais e atividades de campo.

Segundo a Association of American Colleges and Universities (AAC&U), programas de “High Impact Educational Practices”, que incluem experiências internacionais, projetos colaborativos e aprendizagem aplicada, estão associados ao aumento do engajamento acadêmico e do desenvolvimento de competências interculturais.

Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) também apontam que instituições de ensino superior vêm ampliando estratégias de internacionalização e metodologias centradas em experiências práticas e multidisciplinares, especialmente após a expansão da educação digital nos últimos anos.

Segundo Guilherme Sanches de Araujo, presidente da GAB University, instituição de ensino superior sediada na Flórida, programas acadêmicos de curta duração e experiências internacionais passaram a ocupar papel estratégico em modelos contemporâneos de educação superior. “Existe uma demanda crescente por experiências educacionais que integrem teoria, prática e vivência intercultural. O estudante atual busca formação conectada com contextos reais e ambientes globais de aprendizagem”, afirma.

Ele acrescenta que programas intensivos realizados durante períodos de férias acadêmicas e recessos universitários vêm despertando interesse entre estudantes adultos e profissionais que buscam formação complementar internacional sem necessidade de longos períodos de mobilidade acadêmica. “Os formatos modulares permitem maior flexibilidade e ampliam o acesso a experiências internacionais contextualizadas”, comenta.

Dentro desse cenário, instituições internacionais começaram a desenvolver programas de residência acadêmica e extensão global integrados a atividades culturais, históricas e práticas. Recentemente, a GAB University anunciou o desenvolvimento do projeto Global Biblical Extensions, iniciativa voltada à criação de experiências acadêmicas internacionais opcionais e programas de imersão intercultural previstos para iniciar a partir de 2027.

Especialistas em educação apontam que o avanço de metodologias experienciais deve continuar acompanhando as transformações do ensino superior global, especialmente em modelos híbridos, internacionais e de curta duração, voltados ao desenvolvimento de competências práticas e formação multicultural.

Website: www.gabuniversity.com