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Juliano Cazarré diz que “mulheres matam mais que homens”; números oficiais desmentem

A declaração feita por Juliano Cazarré, ao vivo no GloboNews Debate, é falsa. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e da ONU apontam que a maioria dos casos de homicídio e feminicídio tem autoria masculina; entenda

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Foto: Reprodução/TV Globo

O ator Juliano Cazarré afirmou ao vivo no GloboNews Debate, na terça-feira (12), que “mais mulheres matam homens, do que homens matam mulheres” no Brasil. A declaração foi corrigida na hora pelo consultor Ismael dos Anjos e causou espanto na psicanalista Vera Iaconelli, que também estava na bancada e alertou sobre o perigo do discurso.

A desinformação não é nova. O mesmo dado falso viralizou no ano passado a partir de um vídeo de uma advogada no TikTok e foi desmentido por diversos veículos de checagem de informações na época. O número citado por Cazarré não condiz com os registros oficiais.

Veja imagens:

Dados oficiais contradizem o ator

Os números vão na direção oposta ao que o ator afirmou. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, sendo que 97,3% dos casos com autoria conhecida foram cometidos por homens. O 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta ainda 1.492 feminicídios em 2024, além de um crescimento de 19% nas tentativas, que chegaram a 3.870 casos.

No plano global, dados da ONU sobre 2024 mostram que 60% das 83 mil mulheres e meninas assassinadas intencionalmente foram mortas por parceiros íntimos ou familiares.

Os dados reforçam que homens são mortos majoritariamente a tiros, em contextos urbanos ligados a disputas criminais — um perfil de violência distinto do que atinge as mulheres. Apenas 11% dos homicídios de homens foram cometidos por parceiros íntimos ou familiares, ainda segundo a ONU.