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Este metal misterioso pode ser tecnologia alienígena, dizem caçadores de OVNIs e agora sabemos a verdade

Estudo aponta liga metálica compatível com processos industriais humanos

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Este metal misterioso pode ser tecnologia alienígena, dizem caçadores de OVNIs e agora sabemos a verdade
Cientistas desmontam mito de Roswell após exame detalhado em fragmento de OVNI

Um fragmento metálico ligado ao caso Roswell de 1947 foi apontado por décadas como possível prova de tecnologia alienígena, mas análises recentes do Oak Ridge National Laboratory (ORNL), solicitadas pelo All-Domain Anomaly Resolution Office (AARO) dos EUA, indicam que se trata de uma liga de magnésio e zinco de provável origem terrestre, ainda que com composição incomum para a época e sem qualquer biossinatura ou tecnossinatura convincente.

Como o fragmento de Roswell foi resgatado e por que virou foco de investigação científica

O suposto OVNI de Roswell, em 1947, entrou para a cultura pop após destroços encontrados no Novo México serem associados a uma nave alienígena, embora o governo dos EUA tenha depois atribuído o caso a um balão do Projeto Mogul. Um fragmento metálico específico, não vinculado oficialmente ao balão, permaneceu em circulação entre entusiastas e ufólogos como possível prova física de tecnologia não humana.

Décadas depois, essa peça foi parar na To the Stars Academy, criada por Tom DeLonge, e em seguida transferida ao AARO, que solicitou análises detalhadas ao ORNL devido à sua experiência em materiais complexos desde a Segunda Guerra Mundial. O foco dos cientistas não era apenas verificar se o objeto poderia ser alienígena, mas também entender seus processos de fabricação, comportamento físico e possíveis aplicações aeroespaciais.

Este metal misterioso pode ser tecnologia alienígena, dizem caçadores de OVNIs e agora sabemos a verdade
Cientistas desmontam mito de Roswell após exame detalhado em fragmento de OVNI – Getty Images

O que revelam a composição da liga metálica e as assinaturas isotópicas de magnésio e chumbo

O fragmento é uma liga predominantemente de magnésio e zinco, contendo ainda bismuto, chumbo e traços de outros elementos em quantidades menores. Inicialmente, circularam alegações de que o material teria propriedades extraordinárias, como redução de massa inercial ou suporte a levitação por campos eletromagnéticos avançados.

As análises isotópicas de magnésio e chumbo realizadas pelo ORNL mostraram proporções compatíveis com materiais do nosso Sistema Solar, em especial com assinaturas conhecidas de origem terrestre. A separação entre isótopos leves e pesados de magnésio indica exposição a calor intenso ou processos industriais, mas permanece dentro da faixa esperada para ligas fabricadas na Terra, descartando origem lunar ou interestelar.

O que a provável origem terrestre do fragmento ensina sobre a busca por tecnossinaturas

As imagens em escala nanométrica revelaram arranjos cristalinos típicos de ligas de magnésio produzidas industrialmente, com zonas de deformação compatíveis com testes sob calor e esforço mecânico. Isso sugere que o fragmento seja resultado de experimentos de pós-guerra com ligas leves para aviação ou protótipos aeroespaciais, e não de uma nave alienígena.

  • As assinaturas isotópicas de magnésio e chumbo indicam origem terrestre, alinhada ao padrão do nosso Sistema Solar.
  • A estrutura da liga de magnésio e das camadas de bismuto não atende aos requisitos físicos para funcionar como guia de ondas terahertz de levitação.
  • O estudo ajuda a refinar critérios para diferenciar materiais humanos de possíveis tecnossinaturas genuinamente não terrestres.
  • Cada objeto suspeito bem analisado e descartado aumenta a precisão na busca futura por sinais confiáveis de tecnologia extraterrestre.
Este metal misterioso pode ser tecnologia alienígena, dizem caçadores de OVNIs e agora sabemos a verdade
Cientistas desmontam mito de Roswell após exame detalhado em fragmento de OVNI

Por que o fragmento não funciona como guia de ondas terahertz nem prova tecnologia alienígena

Defensores da hipótese alienígena sugeriram que o fragmento poderia ser parte de um guia de ondas terahertz com capacidade de levitação, algo inexistente na tecnologia humana atual. Em guias de ondas convencionais, estruturas metálicas conduzem radiação eletromagnética para fins de comunicação, coleta de dados ou aquecimento, não para manipular gravidade.

A microscopia eletrônica da ORNL mostrou que o bismuto aparece em múltiplas camadas, misturado a chumbo, e não como uma camada única e pura entre a liga de magnésio. Essa configuração inviabiliza o comportamento idealizado em modelos teóricos de guias de ondas terahertz exóticos e não sustenta tecnossinaturas de engenharia avançada voltada à levitação ou redução de massa inercial.