Rio
Justiça Federal manda Meta derrubar perfis falsos da Fiocruz no Instagram e Facebook
Justiça determina remoção de perfis falsos da Fiocruz com multa diária para Meta
A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que Meta exclua perfis falsos da Fiocruz sobre vacinas e pesquisas, com multa diária por descumprimento ordenou que a Meta exclua imediatamente duas contas nas redes sociais que se passavam pela Fiocruz. Os perfis no Instagram e Facebook eram usados para propagar desinformação sobre vacinas e estudos científicos.
A decisão visa conter o avanço de notícias falsas que utilizavam a identidade visual da fundação para confundir os internautas. Caso a ordem não seja cumprida, tanto a gigante de tecnologia quanto a responsável pelas páginas enfrentarão uma multa diária de R$ 10 mil.
Punição e riscos à saúde pública
A ação foi movida pela própria instituição, que denunciou o uso indevido de sua imagem para disseminar conteúdos alarmistas. Segundo a fundação, a prática tinha o “potencial para induzir a população ao erro” e colocava em xeque a credibilidade de programas de imunização nacionais.
Decisão judicial contra desinformação sobre saúde
Entenda os pontos chave do caso Fiocruz e Meta.
🚫 Perfis falsos derrubados
A Justiça Federal ordenou a Meta (Instagram e Facebook) a remover dois perfis que disseminavam desinformação.
👩💻 Servidora responsável pela desinformação
Isabel de Fátima Alvim Braga, servidora, utilizava a credibilidade da Fiocruz para espalhar conteúdos falsos.
⚖️ Multa diária por descumprimento
Multa de R$ 10 mil por dia foi estipulada para Meta e para a ré caso não cumpram a decisão judicial.
🦠 Impacto na saúde pública
A conduta compromete a confiança nas políticas de saúde pública e a reputação dos pesquisadores da Fiocruz.
Além de afetar a confiança da sociedade, a Fiocruz ressaltou que as postagens prejudicavam a reputação dos pesquisadores envolvidos nos projetos. A Justiça considerou grave a utilização da estrutura oficial para validar boatos que sabotam as políticas de saúde.
Servidora é identificada como autora
As investigações apontaram que a servidora Isabel de Fátima Alvim Braga era a gestora das contas. Ela se aproveitava do cargo público e de símbolos institucionais para dar um ar de legitimidade às ofensas e às mentiras compartilhadas na internet.
A ré atuava de forma a transformar boatos em supostos comunicados oficiais, aproveitando-se da autoridade da instituição para alcançar mais pessoas. Com a sentença, as plataformas devem remover o conteúdo para evitar novos danos à estratégia de vacinação e à saúde coletiva.