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Como eliminar o caramujo-africano do quintal com segurança
Saiba como fazer a coleta manual e o descarte correto desta praga que pode transmitir doenças graves
A combinação de calor e chuvas intensas cria o cenário ideal para a proliferação do caramujo-gigante-africano (Achatina fulica), uma praga invasora que preocupa moradores de diversas cidades do Brasil. Além de destruir plantas em jardins e hortas, este molusco representa um sério risco à saúde pública e exige um controle contínuo e cuidadoso.
O caramujo-africano é hospedeiro de dois vermes perigosos: o Angiostrongylus cantonensis, que causa a meningite eosinofílica, e o Angiostrongylus costaricensis, responsável pela angiostrongilíase abdominal. O contágio em humanos pode ocorrer pelo contato direto com o muco do animal ou pela ingestão de verduras, frutas e legumes mal higienizados que tiveram contato com a praga.
Como fazer a coleta e o descarte seguro
O único método eficaz e recomendado pelas autoridades sanitárias é a catação manual, que deve ser feita sempre com as mãos protegidas por luvas de borracha grossas ou sacolas plásticas. Procure pelos caramujos no início da manhã ou ao entardecer, que são os períodos de maior atividade.
Coloque os caramujos e seus ovos (pequenas esferas amareladas) em um balde ou recipiente resistente e cubra-os com uma solução de água sanitária na proporção de 1 parte do produto para 3 partes de água. Deixe-os submersos por 24 horas para garantir a eliminação completa.

Após o período de 24 horas, escorra o líquido e quebre as conchas antes de descartá-las. Essa etapa é fundamental para evitar que elas acumulem água e se tornem criadouros para o mosquito da dengue. O material pode então ser enterrado em uma vala funda ou descartado em sacos de lixo bem fechados. O uso de sal não é o método mais recomendado, pois não elimina os ovos e, se aplicado diretamente no solo, pode torná-lo infértil.
Métodos de extermínio:
- Esmagamento: Coloque os caramujos dentro de um saco plástico e pise sobre eles. Certifique-se de que as conchas foram completamente esmagadas para evitar que acumulem água (tornando-se criadouros do mosquito Aedes aegypti) e para destruir possíveis ovos. Em seguida, enterre os restos em um buraco de pelo menos 40 cm de profundidade e cubra com cal virgem para evitar a contaminação do solo.
- Água fervente: Um método de morte rápida é despejar água fervente sobre os caramujos coletados em um balde. Após a água esfriar, quebre as conchas e enterre o material para evitar mau cheiro e a proliferação de mosquitos.
- Água e sal ou cal: Prepare uma solução com três partes de água para uma de sal ou cal virgem. Despeje os caramujos no balde com a mistura e deixe-os submersos por 24 horas. Após esse período, quebre as conchas para evitar o acúmulo de água e descarte o conteúdo no vaso sanitário ou enterrando-o.
Prevenção é fundamental
Para evitar a proliferação, mantenha seu quintal e jardim sempre limpos, sem acúmulo de entulhos, folhas, galhos ou lixo, pois esses locais servem de abrigo para os caramujos. Lave sempre muito bem verduras, legumes e frutas em água corrente e deixe-os de molho em uma solução de hipoclorito de sódio antes do consumo.
É importante não confundir o caramujo-africano com espécies nativas, como o caracol-da-mata (Megalobulimus sp), que é benéfico para o ecossistema e não deve ser eliminado. A criação e o comércio do caramujo-africano são proibidos no Brasil.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.