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Ônibus do Rio deixam de aceitar dinheiro em 30 de maio; veja o que muda e como pagar a passagem
Acordo com bancas amplia acesso ao cartão Jaé antes da mudança nos ônibus do Rio
O pagamento de passagens com dinheiro em espécie será extinto nos ônibus municipais do Rio de Janeiro a partir do dia 30 de maio. Para embarcar, os passageiros precisarão utilizar exclusivamente os cartões Jaé ou o Riocard, este último restrito à modalidade Bilhete Único Intermunicipal.
A mudança tem como objetivo dar mais agilidade ao embarque dos coletivos, além de combater fraudes e aumentar a segurança do sistema de transporte. A transição começou na prática no último domingo, quando a linha 634 (Bananal x Saens Peña) foi a primeira a abolir o uso de cédulas e moedas.
Venda em bancas e opções de recarga
Para viabilizar a mudança, a Prefeitura do Rio fechou um acordo com cerca de 700 bancas de jornal para comercializar os novos bilhetes digitais. A cidade conta com dois mil pontos físicos credenciados, muitos dos quais continuam aceitando dinheiro para inserir os créditos. A recarga também pode ser feita por aplicativo no celular.
O secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, garantiu que turistas e estrangeiros não terão a mobilidade prejudicada:
“A recarga do cartão está disponível em mais de 2 mil pontos credenciados do Jaé. O usuário que não quiser fazer a integração pode seguir utilizando o cartão verde, que é uma das melhores opções para estrangeiros.”

Impacto na rotina dos cariocas
De acordo com os dados do município, a esmagadora maioria dos passageiros não sentirá o impacto da medida. Arraes apresentou os números para contextualizar a transição:
“Dado interessante: esse cartão verde, ao portador, hoje corresponde a apenas 3,27% das transações. É um impacto muito pequeno em relação ao esquema como um todo, porque 96% dos usuários utilizam o cartão preto no dia a dia. E, nele, nada muda.”
A migração para a frota de ônibus comum repete o formato de bilhetagem já operado no BRT e no VLT. O presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado, avaliou positivamente a mudança após audiência pública sobre o tema:
“A audiência pública de hoje foi essencial, porque pudemos discutir aspectos importantes apresentados pela Prefeitura do Rio de Janeiro. No BRT e no VLT não se usa dinheiro, e as pessoas já estão acostumadas. Agora, vai ser assim também nos ônibus.”
Caiado também cobrou atenção à distribuição dos cartões: “É preciso facilitar o acesso das pessoas e ampliar o acesso ao cartão, expandindo a venda em lotéricas, Clínicas da Família, supermercados e agências dos Correios.”
