Hospital é condenado a pagar R$ 1 milhão após troca de bebês - Super Rádio Tupi
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Hospital é condenado a pagar R$ 1 milhão após troca de bebês

Os meninos foram trocados em 2021, entretanto só foi descoberta a mudança em 2024. Os pais terão guarda compartilhada entre eles

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Segundo a sentença, cada um dos 4 familiares deverá receber R$ 250 mil - (crédito: Jornal Anhanguera/Reprodução de vídeo )

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) condenou, nesta segunda-feira (18/5), o Hospital da Mulher de Inhumas, em São Sebastião, no interior de Goiás, ao pagamento de R$ 1 milhão em indenização aos pais de dois bebês que foram trocados na maternidade ao nascerem, em 2021.

Segundo a sentença, cada um dos 4 familiares deverá receber R$ 250 mil. O hospital também foi condenado a ressarcir R$ 880 referentes aos gastos com exames de DNA realizados pelas famílias. Na decisão, a magistrada Diéssica Taís Silva, da Vara Cível da Comarca de Inhumas, afirmou que houve uma “gravíssima violação” aos direitos dos envolvidos. Por ser uma decisão de primeira instância, ainda cabe recurso.

O caso veio à tona em novembro de 2024, quando Cláudio Alves decidiu realizar um teste de DNA para confirmar a paternidade do filho que criava com Yasmin Kessia da Silva.

Yasmin, na época, havia informado à imprensa local que ela decidiu fazer o exame, pois “se ele não fosse filho do Cláudio, também não era meu”.

Os resultados mostraram incompatibilidade genética entre a criança e os dois. A partir disso, a família conseguiu localizar outro casal que esteve na maternidade no mesmo dia do parto: Isamara Cristina Mendanha e Guilherme Luiz de Souza. O exame feito com o menino criado por eles também apontou incompatibilidade biológica.

Mudança gradual

Em outubro de 2025, quase quatro anos após os nascimentos, a Justiça determinou que os meninos fossem encaminhados às famílias biológicas de forma gradual, com convivência planejada entre as crianças e os quatro pais. As certidões de nascimento também foram alteradas, passando a incluir os nomes das duas mães e dos dois pais. 

Em entrevista ao G1, os pais dos meninos disseram que eles foram destrocados em março deste ano, mas as famílias têm as guardas compartilhadas. Ainda assim, é um processo doloroso para eles, que, por serem muito novos, não conseguem assimilar muito bem o que está acontecendo.

“Eles não aceitaram ainda o pai biológico deles, entendeu? Na cabecinha deles, os pais que os criaram são os pais deles. Não houve, ainda, adaptação nas novas casas. Foram trocados sim, mas ainda não houve ‘aquela’ adaptação”, relataram.

Embora o hospital ainda possa recorrer da decisão, os dois casais estão confiantes na Justiça. “Depois de tudo o que aconteceu com a gente, a gente espera que seja positivo.”