Rio
Operação mira integrantes do Comando Vermelho no Complexo do Lins
Ofensiva mira chefes do tráfico e quadrilha de golpe bancário que operavam no RJ e PI
Policiais civis cumprem, nesta sexta-feira (22), dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, contra integrantes do Comando Vermelho. Pelo menos 8 pessoas haviam sido presos até a última atualização desta reportagem.
A ação faz parte da “Operação Contenção” e mira dois grupos criminosos diferentes: traficantes que atuam de forma armada na região e suspeitos de aplicar o golpe da falsa central telefônica.
Grupo monitorava chegada da polícia
As investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) e da 26ª DP (Todos os Santos) apontaram que a organização criminosa tinha funções bem definidas entre os integrantes. Além do tráfico de drogas, o grupo também é investigado por roubos de veículos, assaltos e ataques a bancos.
Segundo a Polícia Civil, criminosos faziam a vigilância dos acessos da comunidade e acompanhavam, em tempo real, a movimentação de viaturas, blindados e aeronaves das forças de segurança. A comunicação era feita por grupos restritos usados para alertar sobre operações policiais e coordenar ações da facção.
A 26ª DP também identificou suspeitos envolvidos em roubos de celulares e carros, extorsões e outros crimes que ajudariam a financiar as atividades do grupo no Complexo do Lins. A operação conta com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de equipes da Polícia Civil da capital, Baixada Fluminense, interior e unidades especializadas.
Investigação apura golpe da falsa central telefônica
Outra frente da operação mira um esquema de fraude bancária investigado pela 26ª DP em parceria com a Polícia Civil do Piauí.
De acordo com as investigações, os criminosos se passavam por funcionários do setor de segurança de bancos e criavam falsas situações de urgência para convencer as vítimas a ligar para uma central telefônica controlada pela quadrilha. A partir disso, conseguiam acessar contas bancárias e aplicativos financeiros para realizar transferências ilegais.
Os mandados são cumpridos ao mesmo tempo no Rio de Janeiro e no Piauí. O objetivo é prender os envolvidos e apreender celulares, computadores, documentos e valores que possam ajudar a identificar outros integrantes do esquema e recuperar parte do dinheiro desviado das vítimas.