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Julgamento de Jairinho: ex-vereador mantém advogados para evitar Bangu 1

Jairinho recua e mantém defesa para evitar transferência a Bangu 1 no caso Henry Borel

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Foto: Reprodução/TV Globo

No primeiro dia do julgamento do caso Henry Borel, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, desistiu de dispensar seus advogados para evitar uma punição severa. A mudança estratégica ocorreu nesta segunda-feira (25), após o Ministério Público (MP) sugerir que o réu fosse transferido para uma unidade de segurança máxima.

Risco de transferência para o Bangu 1

A tensão no Tribunal do Júri começou quando Jairinho tentou adiar a sessão, alegando que seria “impossível” ser julgado sem seu defensor principal, que se recupera de um infarto. Ele sustentou que não teve tempo para alinhar a estratégia com os outros membros da equipe, solicitando a suspensão do processo.

O Ministério Público reagiu prontamente, acusando o réu de tentar fugir do julgamento e manobrar a Justiça. Diante da postura, a acusação pediu que ele fosse retirado do Bangu 8, que abriga presos com nível superior, e levado para o Bangu 1. O local é conhecido por ser destinado a lideranças criminosas em isolamento.

A juíza Elizabeth Machado Louro acatou a continuidade dos trabalhos, ressaltando que a sociedade não pode ser mantida “refém” de interrupções sucessivas. Após uma reunião reservada, Jairinho recuou da decisão de destituir a banca e escolheu quatro advogados, entre os 20 que o representavam, para seguir no plenário.

O Conselho de Sentença foi definido logo em seguida, sendo formado por cinco homens e duas mulheres. O grupo será responsável por decidir o futuro do ex-parlamentar e de sua ex-companheira, Monique Medeiros, ambos réus no processo.

Jairinho e Monique Medeiros
Decisão é da 7ª Câmara Criminal do Rio, que manteve um parecer anterior da Corte que ampliou os crimes que os dois terão de responder em júri popular (Foto: Reprodução/Montagem)

Histórico do crime e laudo pericial

O caso remete à morte da criança de 4 anos, ocorrida em março de 2021. A investigação descartou a tese inicial de acidente doméstico apresentada pelo casal na época, apontando para um cenário de violência física no apartamento onde viviam.

Exames realizados pelo IML foram fundamentais para a acusação. O laudo apontou que o menino sofreu 23 lesões pelo corpo, morrendo em decorrência de uma hemorragia interna causada por ação contundente.

Além do crime de homicídio triplamente qualificado, os réus enfrentam outras acusações graves. O julgamento analisa as condutas de tortura, fraude processual e coação no curso do processo, baseando-se nas provas colhidas ao longo dos últimos anos.