Mundo Corporativo
Com meta de 100% do PIB, fundos de pensão treinam diretores
A Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) estabelece meta de elevar os ativos dos fundos de pensão fechados para cerca de 100% do PIB em dez anos. Para isso, pretende ampliar a base de participantes, que hoje soma 3,1 milhões, com foco em trabalhadores jovens. A UniAbrapp oferecerá curso online nos dias 27 e 28 de maio para capacitar dirigentes na atração de novos aderentes.
A previdência complementar fechada administra atualmente cerca de R$ 1,3 trilhão em ativos, total equivalente a 11,2% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento da Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).
A entidade, que representa o setor de fundos de pensão (também conhecidos como Entidades Fechadas de Previdência Complementar – EFPCs), planeja ampliar gradualmente essa participação até alcançar patamares próximos de 100% do PIB em 10 anos.
Nesse contexto, ganha relevância a necessidade de ampliar a base de participantes dos fundos de pensão, especialmente entre trabalhadores mais jovens e públicos ainda pouco alcançados pelos planos previdenciários. E é com esse foco que a Universidade Corporativa da Previdência Complementar (UniAbrapp) vai realizar, nos dias 27 e 28 de maio, o curso “Como Atrair e Engajar Novos Participantes para as EFPC”, em formato online e ao vivo. O treinamento será conduzido pela especialista Vanessa Dal Inha, que tem MBA em Liderança, Inovação e Gestão 4.0, e pós-graduação em Previdência Complementar.
“O curso busca oferecer ferramentas práticas para que as entidades aprimorem sua capacidade de aproximação com potenciais participantes” diz Vanessa Dal Inha. “Dessa maneira, a cultura previdenciária é fortalecida e amplia-se a percepção de valor dos planos de previdência complementar”, acrescenta.
O presidente da UniAbrapp, Jarbas de Biagi, reforça a importância do curso para o aumento do número de participantes e afirma que a meta de chegar a 100% do PIB vai além do fortalecimento do setor: “Mais do que aumentar ativos, a meta representa a construção de um ambiente de maior proteção financeira, educação previdenciária e sustentabilidade econômica para as próximas décadas”.