Mundo Corporativo
Nova infraestrutura dos pagamentos exige conectividade
Crescimento de Pix, contactless e pagamentos em tempo real aumenta a criticidade operacional; empresas do setor discutem conectividade como camada essencial para estabilidade e escala.
O mercado brasileiro de pagamentos tem acelerado a adoção de transações digitais, com aumento de volume e maior uso de tecnologias por aproximação. No primeiro trimestre de 2026, os pagamentos com cartões movimentaram R$ 1,1 trilhão, com crescimento de 8,3% na comparação anual, e o contactless chegou a 74,8% das transações presenciais, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs).
Em análise publicada pela TNS América Latina, esse movimento vem elevando a complexidade operacional por trás das transações, com maior dependência de disponibilidade e conectividade resiliente para suportar operações distribuídas e em tempo real. Nesse contexto, a Play Tecnologia afirma acompanhar a convergência entre telecom e pagamentos e observa aumento da demanda por soluções de conectividade e operação móvel aplicáveis a jornadas financeiras, varejo e serviços digitais.
Pagamentos em tempo real elevam a exigência de disponibilidade
A expansão dos pagamentos instantâneos também aparece em estudos sobre impacto econômico. Segundo reportagem da CNN Brasil, baseada em relatório da ACI Worldwide com o Centre for Economics and Business Research (Cebr), o Pix pode impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em R$ 280,7 bilhões até 2028.
Segundo Wendell Magalhães, diretor de marketing da Play Tecnologia, “quanto mais a jornada de pagamento migra para tempo real, mais a operação depende de continuidade: rede, contingência e monitoramento passam a ser requisitos do processo, não apenas componentes de TI”.
Contactless, autoatendimento e “pagamentos invisíveis” ampliam a complexidade
A mesma análise da TNS descreve que a consolidação do contactless, a expansão do autoatendimento e a evolução para pagamentos “invisíveis” tornam o pagamento mais fluido para o consumidor, mas elevam requisitos de operação para quem sustenta a infraestrutura, citando fatores como alta disponibilidade, contingência de rede e monitoramento proativo.
Para varejistas, adquirentes, fintechs e redes multiunidade, isso pode representar mais pontos de aceitação, mais dispositivos em campo e maior necessidade de gestão centralizada de conectividade.
Dados recentes detalham o avanço de novas modalidades de aceitação. Apresentação pública do balanço do setor (1T26) reúne, além do crescimento do contactless, indicadores sobre compras não presenciais, pagamentos recorrentes e Tap on Phone, modalidade que transforma celulares em terminais de pagamento (softPOS) e amplia o número de pontos de captura.
Onde a conectividade entra como camada crítica
Com o aumento de volume e a distribuição dos pontos de pagamento, a conectividade passa a ser tratada, em análises setoriais, como um componente relevante de estabilidade operacional. No 1T26, por exemplo, as compras não presenciais com cartão movimentaram R$ 310,5 bilhões, com alta de 18,8% em relação ao 1T25, segundo a Abecs, indicando expansão de jornadas digitais que exigem continuidade e performance de rede.
Segundo Wendell Magalhães, “o avanço do contactless e do remoto amplia o número de pontos e cenários operacionais. Para operações distribuídas, o tema passa por conectividade gerenciada, redundância e capacidade de monitorar qualidade de rede em escala”.
Visão da Play Tecnologia sobre o tema
A Play Tecnologia destaca que o avanço de pagamentos digitais e a dependência de operações em tempo real têm aproximado agendas de conectividade e serviços financeiros. “À medida que pagamentos se tornam mais instantâneos e distribuídos, conectividade e redundância deixam de ser apenas suporte e passam a compor o desenho operacional do negócio”, diz o diretor de marketing da Play Tecnologia.
A empresa informa que atua com estrutura para apoiar parceiros em projetos de conectividade móvel e serviços digitais, incluindo operações que demandam estabilidade de rede e capacidade de escala em campo, com modelos que podem ser aplicados conforme o cenário de cada operação.
Implicações para empresas que operam em múltiplos pontos
Na leitura de mercado apresentada pela TNS, a transformação dos pagamentos tende a ser acompanhada pela demanda por conectividade gerenciada e operações mais resilientes.
Para organizações que dependem de alta disponibilidade, como varejo, serviços, logística e redes com grande capilaridade — o tema se conecta a decisões de infraestrutura, desenho de contingência e governança operacional.
A Play Tecnologia ressalta que a discussão envolve tanto tecnologia quanto execução: planejar redundância, monitorar estabilidade e garantir continuidade pode impactar diretamente a experiência do usuário e a performance do negócio em jornadas de pagamento.