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Nikolas Ferreira prevê demissão em massa após fim da escala 6X1: “Esse dia vai ser maravilhoso”

Câmara aprovou a PEC em dois turnos, com 461 votos a favor no segundo; texto vai ao Senado

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Nikolas Ferreira (PL-MG) - (crédito: Reprodução/Instagram)

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o país terá “demissão em massa” e aumento de preços caso entre em vigor a proposta que acaba com a escala 6×1. A declaração foi dada na noite de quarta-feira (27/5), durante a sessão em que a Câmara dos Deputados aprovou o texto em dois turnos.

“Quando tiver demissão em massa. Quando aumentar o preço dos produtos. Quando o empreendedor não conseguir mais e ter que demitir a pessoa para contratar outra. Aí, meus amigos, esse dia vai ser maravilhoso. Quando acontecer eu estarei pronto, de roupa pronta para falar: quem é o responsável por isso são vocês”, disse o parlamentar em plenário.

No discurso, Nikolas criticou a condução da proposta pela esquerda e afirmou que a discussão sobre o fim da escala 6×1 deveria envolver produtividade, e não apenas a redução da jornada de trabalho. O deputado também acusou parlamentares favoráveis ao texto de tentarem transformar os opositores da proposta em “inimigos do povo”.

Como ficou a votação

A Câmara aprovou a PEC 221/19 em dois turnos. No segundo turno, foram 461 votos favoráveis e 19 contrários. No primeiro, o placar foi de 472 a favor e 22 contra. O texto agora segue para análise do Senado.

A proposta encerra o modelo 6×1 e estabelece jornada de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos. A mudança mantém os salários e os pisos salariais, sem qualquer redução.

Câmara dos Deputados
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para propostas apresentadas por Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (Psol-SP).

O que muda e em quanto tempo

A PEC prevê uma transição gradual. Dois meses após a promulgação da emenda, passam a valer os dois dias de descanso por semana e a jornada cai de 44 para 42 horas semanais. Doze meses depois disso, ou seja, 14 meses após a promulgação, a jornada chega às 40 horas semanais.

Durante esse período de transição, convenção ou acordo coletivo poderão ampliar a duração diária do trabalho para viabilizar a adaptação, respeitados os dois dias de descanso.