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Inca alerta para avanço da indústria do tabaco e riscos dos cigarros eletrônicos entre jovens

Dia Mundial Sem Tabaco reforça conscientização sobre os danos causados pelo cigarro e pela nicotina

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Foto: Amani A/Shutterstock

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) promoveu, nesta semana, um evento no Centro do Rio para alertar sobre o avanço da indústria do tabaco e os impactos do consumo de produtos derivados da nicotina, principalmente entre adolescentes e jovens adultos. A mobilização faz parte das ações pelo Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no próximo domingo, 31 de maio.

Criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data busca conscientizar a população sobre os riscos do tabagismo, os danos causados pela exposição à fumaça do cigarro e as estratégias da indústria para estimular o consumo de produtos derivados do tabaco e da nicotina.

Durante o evento, o pesquisador da divisão de controle do tabagismo do Inca, André Szklo, destacou a preocupação com o uso de aditivos de sabor e aroma em produtos derivados do tabaco, como cigarros tradicionais, narguilés e cigarros eletrônicos.

“Essa adição de aromas e sabores, que são esses aditivos nos produtos derivados de tabaco, não só no cigarro industrializado, mas também no fumo para narguilé e outros produtos derivados de tabaco, é fundamental para estimular a iniciação em adolescentes, crianças e jovens adultos”, afirmou.

Segundo ele, os sabores tornam o primeiro contato com a nicotina mais atrativo para o público jovem.

“Esses sabores e aromas tornam essa primeira experiência mais palatável, mais aceitável”, explicou.

O pesquisador também alertou para os riscos associados ao uso dos cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, cuja popularidade entre adolescentes tem crescido nos últimos anos.

“Os jovens correm muitos riscos de saúde porque o consumo de produtos derivados de tabaco está associado a várias doenças, tanto de curto prazo quanto de longo prazo. São doenças cardiovasculares, doenças pulmonares e vários tipos de câncer”, ressaltou André Szklo.

Ele destacou ainda que o contato precoce com a nicotina pode aumentar a dependência química e dificultar o abandono do vício no futuro.

“Quanto mais cedo ele começa esse contato com a dependência da nicotina, mais difícil é depois dele largar e mais forte vai ser estabelecida essa dependência”, alertou.

No Brasil, o Ministério da Saúde, por meio do Inca, coordena o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, que reúne ações de prevenção ao consumo de produtos derivados do tabaco e da nicotina.

Dados do IBGE apontam que cerca de 30% dos estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos, de escolas públicas e particulares, já experimentaram cigarros eletrônicos, número que acende um alerta para especialistas em saúde pública.